O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) enviou nesta quinta-feira (25) dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de 4 toneladas de equipamentos para participar da missão brasileira de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) na Venezuela, atingida por um forte terremoto na quarta-feira (24). A equipe paranaense integra o BRA-01, força-tarefa nacional especializada em resgate urbano, composta também por bombeiros de São Paulo e Minas Gerais e que busca certificação junto à Organização das Nações Unidas (ONU).
Os bombeiros do Paraná partiram em dois grupos, saindo das cidades de Curitiba e Guarapuava, com destino a São Paulo, onde se juntarão aos demais membros da missão. O embarque para a Venezuela está previsto para sexta-feira (26), em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). No total, a operação reunirá 36 bombeiros militares, cães farejadores e equipamentos especializados para trabalhos em estruturas colapsadas.
“Fomos acionados a pedido do governo venezuelano. Os bombeiros do Paraná têm um histórico de resgate em situações complexas, nesse tipo de tragédia, e eu, de imediato, autorizei a ida desses bombeiros. São 10 profissionais de alto treinamento nesse tipo de desastre, com dois cães farejadores, mais equipamentos, para ajudar nos resgates, se Deus quiser, de sobreviventes”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Para o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, a mobilização comprova o preparo das forças de segurança do Estado para lidar com cenários complexos. “O Paraná investe continuamente na capacitação, na modernização dos equipamentos e na integração entre suas forças de segurança. O envio dessa equipe demonstra a confiança na capacidade técnica dos nossos bombeiros militares e reafirma o compromisso do Estado em contribuir com operações que têm como principal objetivo salvar vidas, onde quer que elas aconteçam”, destacou.
O comandante-geral do CBMPR, Antonio Geraldo Hiller Lino, ressaltou que a participação na missão é fruto do trabalho contínuo para fortalecer a capacidade de resposta em desastres de grande escala. O Paraná, junto com São Paulo e Minas Gerais, compõe o BRA-01, grupo em processo de classificação internacional segundo os padrões do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à ONU.
Além de buscar a certificação internacional, o CBMPR mantém uma estrutura permanente de resposta por meio da Força-Tarefa de Resposta a Desastres (FTRD), composta por 120 bombeiros distribuídos pelos cinco comandos regionais do Estado. A equipe está preparada para atender ocorrências como enchentes, deslizamentos, incêndios florestais e colapsos estruturais, sendo capaz de mobilizar-se em poucas horas.
“Temos uma força-tarefa estruturada, com militares distribuídos em todas as regiões do Estado, treinados para atuar em cenários de alta complexidade. Essa preparação envolve técnica, logística e integração com outros órgãos, sempre com foco na segurança das equipes e na eficiência do atendimento à população. Agora colocamos essa estrutura a serviço de uma missão internacional que exige exatamente esse nível de preparo”, explicou o coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, subcomandante-geral do CBMPR e comandante da força-tarefa paranaense.
O treinamento das equipes vem sendo ampliado por meio de exercícios conjuntos com os Corpos de Bombeiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob o programa nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad). Neste ano, as corporações iniciaram um ciclo de simulados voltados para cenários como enchentes, incêndios florestais e colapsos estruturais.
“O aprimoramento constante da interoperabilidade entre as corporações é fundamental para que possamos atuar de forma integrada quando um grande desastre exige o emprego de equipes de diferentes estados. Cada treinamento amplia nossa capacidade operacional e fortalece a resposta conjunta em situações críticas”, afirmou o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, líder da equipe paranaense que ruma à Venezuela.
A missão na Venezuela representa o emprego de uma estrutura articulada para atuar com rapidez, técnica e integração nos cenários mais desafiadores de busca e salvamento, reforçando a participação do Paraná na capacidade nacional de resposta a desastres.









