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Ginecologista de 81 anos é acusado de abuso contra paciente durante exame em Irati (PR)

O ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi acusado de cometer crime sexual contra uma paciente de 24 anos durante um atendimento na rede pública de saúde em Irati (PR). Ele foi indiciado, denunciado e tornou-se réu pelo crime de violação sexual mediante fraude. De acordo com a polícia, o médico teria se aproveitado da posição de confiança para praticar atos libidinosos, utilizando um suposto procedimento clínico como justificativa para o abuso.

A vítima relatou que, durante o exame, o médico realizou massagens íntimas, alegando que seria um procedimento para estimular a libido – uma prática que, segundo especialistas, não possui qualquer respaldo na medicina. O delegado responsável pelo caso, Luis Henrique Dobrychtop, declarou ainda que, enquanto a paciente estava despida na mesa de exames, o médico atendeu uma chamada telefônica pessoal que teria durado cerca de cinco minutos, causando desconforto e constrangimento. Além disso, constatou-se que o médico não realizou qualquer registro clínico sobre o atendimento no prontuário eletrônico da instituição, diferentemente do padrão observado em outros atendimentos realizados por outros profissionais. O caso ocorreu no início de fevereiro, e a paciente procurou a delegacia sete dias após o ocorrido. Segundo ela, o tempo para registrar a denúncia foi causado pelo intenso abalo emocional e pela tentativa inicial de lidar com o trauma por conta própria. Porém, ao conversar com outros profissionais de saúde e confirmar que os procedimentos realizados não eram normais, somado a sintomas persistentes como insônia e desespero, ela decidiu formalizar a queixa.

Durante as investigações, foram ouvidas a vítima, o marido dela – que no dia do atendimento estava na sala de espera da clínica –, testemunhas e profissionais de saúde. Dada a gravidade dos fatos e o risco de reincidência, o delegado indiciou o médico pelo crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal. Além disso, representou pela aplicação de medidas cautelares, como o afastamento das funções públicas e a suspensão do exercício profissional. O Ministério Público do Paraná reforçou o pedido, e agora a decisão aguarda análise pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que abrirá um processo de sindicância para apurar o ocorrido. Caso as irregularidades sejam comprovadas, as sanções podem incluir, entre outras, a cassação do registro profissional, impedindo-o de exercer a medicina.

O médico, especializado em ginecologia e obstetrícia, tem uma carreira de mais de 50 anos, durante a qual já foi homenageado pelo CRM-PR em 2024. Além disso, Felipe Lucas possui trajetória na política, tendo sido prefeito de Irati na década de 1990, vereador e deputado estadual. Em nota, a defesa do ginecologista negou qualquer irregularidade no atendimento, afirmando que os esclarecimentos necessários serão fornecidos no momento oportuno no âmbito judicial. O médico responderá ao processo em liberdade, e novos depoimentos ou denúncias poderão levar à reavaliação da conduta judicial.

A polícia reforçou o canal para denúncias anônimas, que podem ser feitas pelos telefones 197 ou 181.

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