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Ponte Guaratuba–Matinhos entra na fase final e será entregue no dia 29

Estrutura substitui a travessia por ferry boat e serviços finais se concentram no acabamento, sinalização e integração dos acessos viários

A Ponte de Guaratuba, que fará a ligação fixa entre os municípios de Guaratuba e Matinhos, entra na última semana de obras com inauguração prevista para o dia 29 de abril. As equipes seguem trabalhando em ritmo contínuo, inclusive durante o feriado de Tiradentes (21), para concluir os serviços finais e garantir a liberação da estrutura dentro do prazo estabelecido.

Nesta etapa, as atividades estão voltadas principalmente aos acabamentos e à preparação da ponte para operação. Entre os serviços em andamento estão a instalação do sistema de iluminação, a pintura e sinalização da pista, além da limpeza geral da estrutura. Também seguem intervenções técnicas importantes, como execução de meio-fio, implantação de juntas de dilatação — que permitem a movimentação da estrutura — e finalização da capa asfáltica.

Acessos ainda em execução

Os acessos à ponte seguem em fase de conclusão e são considerados pontos essenciais para o funcionamento adequado da ligação. No lado de Matinhos, as equipes atuam na finalização da rampa que conecta a ponte à rodovia, com serviços de terraplanagem, pavimentação, construção de calçadas e instalação de dispositivos de segurança, como guarda-corpos e barreiras de concreto do tipo New Jersey.

Já no lado de Guaratuba, continuam os trabalhos de terraplanagem e ajustes nos acessos, incluindo alças de entrada e saída na região de Caieiras. A integração completa da ponte ao sistema viário é uma das etapas determinantes para a liberação do tráfego.

Ponte Guaratuba–Matinhos entra na fase final e será entregue no dia 29
Acesso pelo lado de Matinhos recebe ajustes finais para integração completa da ponte ao sistema viário

Engenharia e dimensão da obra

A ponte foi executada pela Odebrecht Engenharia & Construção em consórcio com a Christiani-Nielsen Engenharia e a Goetze Lobato Engenharia (Consórcio Nova Ponte), sob coordenação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR). O empreendimento se destaca como um dos maiores desafios recentes da engenharia de pontes no Brasil, com cerca de 32 meses de execução, desde os projetos iniciais e licenciamentos em 2023 até a conclusão da estrutura.

A obra mobilizou aproximadamente 630 trabalhadores diretos e envolveu soluções técnicas de alta complexidade, especialmente nas fundações marítimas. Ao todo, foram implantadas 64 estacas com cerca de 40 metros de profundidade média, sendo 30 delas submersas, exigindo equipamentos de grande porte e monitoramento contínuo para garantir precisão e segurança.

A estrutura principal possui um vão central de 160 metros e um canal de navegação de 17 metros de altura por 90 metros de largura. O complexo viário total chega a 1.826 metros, incluindo acessos nos dois municípios e ligações complementares à região de Cabaraquara. O projeto também conta com quatro faixas de tráfego, ciclovia bidirecional, faixas de segurança e barreiras rígidas, combinando trechos em balanços sucessivos e vão estaiado para reduzir impactos ambientais sobre a baía.

“Com foco em previsibilidade e rigor técnico, a entrega deste projeto reforça a capacidade da Odebrecht em executar infraestruturas de alta complexidade em ambientes desafiadores”, destaca Luciano Pizzatto, diretor de contrato.

Já o diretor superintendente de infraestrutura, Fábio Gandolfo, destaca que a ponte representa o fim do sistema de ferry-boat e deve reduzir em até 40 minutos o trajeto entre Matinhos e Guaratuba, além de impulsionar o turismo e o desenvolvimento regional.

Ponte Guaratuba–Matinhos entra na fase final e será entregue no dia 29
Vista aérea noturna da estrutura que vai ligar Guaratuba a Matinhos, substituindo a travessia por ferry boat

Impactos na mobilidade

Com a entrada em operação, a travessia entre Guaratuba e Matinhos deve passar a ser feita em cerca de dois minutos. Atualmente, o tempo depende da fila de veículos e das condições climáticas, podendo variar significativamente. A mudança tende a alterar a dinâmica de deslocamento na região, com impacto direto no fluxo de moradores, turistas e transporte de cargas.

Mudança no modelo de travessia

A substituição do ferry boat por uma ligação fixa representa uma alteração estrutural no sistema de mobilidade local. Ao mesmo tempo em que elimina a dependência da travessia marítima, também exige adaptação no tráfego e na organização viária do entorno. A expectativa é de aumento no fluxo de veículos, o que deve demandar monitoramento e ajustes após a inauguração.

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