Oito cidades do Paraná estão entre as 50 mais afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos, segundo levantamento do Estadão baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Campo Largo aparece como a mais prejudicada no estado, ocupando a sétima posição no ranking. Na lista também estão Jaguariaíva, Guarapuava, Palmas, Telêmaco Borba, Curitiba (20ª), Ponta Grossa (41ª) e Sengés (48ª).
O estudo aponta que mais de 900 cidades brasileiras possuem exportações sujeitas à nova taxação. No Sul, o setor de madeira foi o mais impactado, repetindo o cenário enfrentado no ano passado com taxações semelhantes. Ailson Loper, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, explica que “o impacto alto se deve ao foco da maior parte das produções”. O reflexo já é sentido, mas ainda não foi devidamente quantificado, algo que deve ocorrer a partir do próximo mês.
Além da madeira, outros produtos sujeitos à tributação incluem máquinas e equipamentos, rochas naturais, calçados, gorduras vegetal e animal e armas. João Arthur Mohr, superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), expressa otimismo e aguarda que “o cenário mude”. Paralelamente, o governo brasileiro anunciou que retomará as negociações diretas com os Estados Unidos sobre o tema ainda neste mês.
Como consequência da nova política comercial, algumas empresas paranaenses já reduziram a produção, enquanto outras buscam alternativas para manter sua competitividade. Enquanto isso, metade dos estados norte-americanos ingressaram com uma ação judicial contra o governo de Donald Trump, questionando a legalidade das medidas tarifárias. Além do Brasil, outros 60 parceiros comerciais também foram afetados pelas mudanças fiscais norte-americanas.








