A Renault Geely do Brasil anunciou, na terça-feira (15), um novo ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais. O aporte será destinado à produção de novos veículos e tecnologias de propulsão. Com o novo investimento, o total previsto pela parceria no Brasil entre 2025 e 2027 chega a R$ 5,8 bilhões.
O anúncio contou com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; do vice-governador Darci Piana; da prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer; secretários municipais e demais autoridades convidadas.
Produção de elétricos e híbridos
A partir de 2027, o complexo deverá produzir um novo veículo da Renault baseado na Global Intelligent Electric Architecture (GEA), plataforma voltada a modelos de zero e baixas emissões.
A empresa também confirmou para dezembro de 2026 a produção do Geely EX2, hatch 100% elétrico. Já neste mês, a unidade iniciou a fabricação do Geely EX5 EM-i, modelo híbrido que será lançado no mercado brasileiro ainda em 2026.
Com as mudanças, o Complexo Ayrton Senna amplia sua capacidade para produzir veículos com motores a combustão, híbridos, híbridos flex e totalmente elétricos.
Para Ariel Montenegro, presidente e CEO da Renault Geely do Brasil, o investimento prepara a operação para uma nova etapa do mercado automotivo. “Mais do que lançar novos produtos, estamos preparando nossas operações para o futuro, associando as forças das marcas Renault e Geely para oferecer aos clientes brasileiros tecnologias de ponta produzidas localmente, com os mais altos padrões de qualidade e competitividade de veículos flex de combustão interna a híbridos, híbridos flex e 100% elétricos. Este novo capítulo só é possível graças ao compromisso e à expertise dos homens e mulheres que trabalham diariamente em nossas plantas e na rede de concessionárias”, afirmou.

Nova tecnologia flex
O novo ciclo também prevê, em 2027, a produção da tecnologia Renault Hybrid E-Tech 4×4 flex fuel. Segundo Fabrice Cambolive, presidente do Conselho da Renault Geely do Brasil e CEO da Renault Brand, a chegada de um veículo Renault baseado na plataforma GEA representa um importante passo do plano estratégico FutuREady no Brasil.

“Por meio de uma parceria ganha-ganha, estamos acelerando a chegada de veículos eletrificados, competitivos e acessíveis, feitos para os clientes brasileiros, além de reforçar as ambições de crescimento internacional da Renault”, afirmou.
Para Victor Yang, vice-presidente sênior da Geely Holding Group, a produção local marca uma nova etapa da expansão da empresa. “O Brasil é um mercado altamente estratégico em nossa presença global. Nossos investimentos acumulados demonstram nosso compromisso absoluto em introduzir tecnologias de ponta, incluindo a arquitetura GEA, para liderar a nova transição energética na América Latina”, disse.
Impacto para São José dos Pinhais
A expansão eleva a importância do Complexo Industrial Ayrton Senna para a economia de São José dos Pinhais e amplia a presença de novas tecnologias na produção automotiva do município.

A prefeita Nina Singer afirmou que o investimento também deve gerar reflexos fora da fábrica. “Quando uma empresa investe aqui, o resultado vai muito além dos muros da fábrica. São novos empregos, oportunidades, mais movimento no comércio e nos serviços e mais renda para as famílias. É isso que mais importa para nós: fazer com que o desenvolvimento econômico se transforme em oportunidades e qualidade de vida para a nossa população”, afirmou.
Nina também citou a localização estratégica, a infraestrutura e a qualificação da mão de obra como fatores que contribuem para a atração de investimentos.
Parceria ganha escala
A Renault Geely do Brasil foi constituída em 2025, dentro da cooperação entre o Renault Group e a Geely para produção e comercialização de veículos de zero e baixas emissões no país. Em novembro daquele ano, a Geely adquiriu 26,4% de participação na Renault do Brasil, mantendo o Renault Group como acionista majoritário.
Com o novo aporte, a parceria chega a R$ 5,8 bilhões em investimentos previstos no Brasil entre 2025 e 2027, estabelecendo o Complexo Ayrton Senna como uma das bases da estratégia das empresas para a produção de veículos eletrificados.







