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Paraná intensifica coleta de DNA familiar para auxiliar na busca por desaparecidos

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) estão participando, até o dia 28 de agosto, da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Ao todo, 19 postos de coleta foram disponibilizados em unidades da Polícia Científica espalhadas pelo Estado. A iniciativa visa facilitar a localização de parentes desaparecidos por meio de análise genética.

O DNA coletado das famílias é comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, já registrados nos bancos genéticos locais e nacionais. Essas análises são realizadas continuamente, mesmo fora do período da campanha. O procedimento, realizado por peritos, é gratuito, indolor e simples, feito com um cotonete bucal ou uma pequena gota de sangue retirada do dedo. A preferência é que doadores sejam parentes de primeiro grau — pai, mãe, filhos ou irmãos consanguíneos. Quando isso não for possível, parentes mais distantes também podem contribuir.

Como a campanha é de âmbito nacional, quem não mora na cidade onde ocorreu o desaparecimento também pode participar, bastando informar o local original do desaparecimento no momento da coleta. Para aqueles que não conseguem ir a um dos postos, há a possibilidade de entrar em contato com a unidade mais próxima para agendar uma alternativa. No dia da coleta, é necessário apresentar um documento de identidade e dados do Boletim de Ocorrência do desaparecido, como número, estado e delegacia. Além disso, objetos pessoais da pessoa desaparecida, como escovas de dente ou dentes de leite, podem ajudar no processo de identificação.

A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná tem experiência acumulada nesse tipo de exame há 25 anos. Atualmente, o Estado conta com 735 amostras de familiares cadastradas e 501 perfis genéticos de pessoas não identificadas. Desde então, o Paraná já conseguiu identificar 25 pessoas desaparecidas por meio de DNA, além de registrar 473 correspondências em outros casos e 162 coincidências relacionadas a condenados.

O material genético também é uma ferramenta valiosa para investigações policiais. Quando vítimas sem identificação são encontradas, o DNA permite descobrir quem eram, facilitando a reconstrução de suas histórias, relações e até das circunstâncias relacionadas às mortes. Muitas vezes, esses cruzamentos de dados conectam desaparecimentos a investigações de homicídios paralisados.

Além de sua relevância investigativa, a mobilização é uma possibilidade de oferecer respostas às famílias que convivem há anos com a angústia do desaparecimento de seus entes queridos. Informações sobre os pontos de coleta podem ser acessadas em um link disponibilizado pela Polícia Científica do Paraná, enquanto detalhes gerais sobre a campanha estão disponíveis no site oficial do Ministério da Justiça.

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