Com o início da Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11), o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça os cuidados necessários no uso de fogos de artifício durante as comemorações. Apesar de serem tradicionalmente utilizados para celebrar gols e vitórias, o manejo inadequado pode gerar queimaduras graves, incêndios e danos à rede elétrica.
A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, ressaltou a importância dos cuidados desde a aquisição. “A segurança começa na compra. É importante adquirir o produto em estabelecimentos regularizados, verificar se ele possui certificação e seguir todas as orientações do fabricante. Também é fundamental armazenar os fogos em local seco e seguro até o momento da utilização”, afirmou.
Luisiana enfatizou que os fogos de artifício não devem ser tratados como brinquedos e reforçou as consequências de possíveis acidentes. “O torcedor quer comemorar um gol ou uma vitória, mas é importante lembrar que o fogo de artifício não é um brinquedo. Um único artefato utilizado de forma inadequada pode causar queimaduras graves, incêndios e colocar em risco não apenas quem o acende, mas também familiares, vizinhos e animais”.
Segundo o Corpo de Bombeiros, os perigos mais graves estão no manuseio inadequado dos artefatos, como segurá-los nas mãos ou ignorar orientações de segurança. Explosões podem causar queimaduras de diferentes graus, lacerações e até amputações de dedos e mãos, além de ferimentos nos olhos e rosto. “A pessoa nunca deve utilizar fogos de artifício nas mãos nem permitir que crianças façam o acendimento. A soltura deve ser realizada por um adulto responsável, em local aberto e seguindo rigorosamente as orientações do fabricante”, destacou a capitã.
Além dos riscos físicos, o uso inadequado de fogos pode causar incêndios, especialmente quando utilizados perto de materiais combustíveis, edificações, vegetação ou veículos. Segundo os bombeiros, o risco aumenta se os artefatos forem instalados de maneira instável ou em locais impróprios, podendo até mesmo atingir redes elétricas. “A melhor comemoração é aquela que termina sem acidentes. Antes de utilizar qualquer artefato, a pessoa deve garantir que a soltura ocorra em local aberto, longe de edificações, veículos, vegetação e redes elétricas”, alertou.
O alerta é reforçado pelo contexto atual. O Paraná já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), desenvolvida em parceria com outros órgãos, com foco na redução de incêndios em vegetações. A combinação de baixa umidade e maior presença de material seco no ambiente aumenta os riscos durante esta época. “Os fogos de artifício podem funcionar como uma fonte de ignição, principalmente quando utilizados próximos a áreas com vegetação. Nesta época do ano, em que as condições são mais favoráveis à propagação do fogo, é fundamental redobrar os cuidados para evitar ocorrências que podem causar danos ambientais e colocar pessoas em risco”, afirmou Luisiana.
O CBMPR também orienta a população a respeitar as leis municipais relacionadas ao uso de fogos. Cidades como Curitiba possuem legislações que restringem artefatos com estampido, permitindo apenas opções visuais e silenciosas para evitar impactos em pessoas com sensibilidade auditiva, idosos, recém-nascidos e animais. “É um momento de alegria que pode se tornar uma tragédia se não forem seguidas as orientações de segurança. Além dos cuidados com a utilização, é importante respeitar a legislação local e optar por formas de comemoração que não coloquem outras pessoas em risco”, concluiu a capitã.
Dicas dos bombeiros para uma comemoração segura:
- Compre fogos apenas em estabelecimentos regularizados
- Verifique se o produto possui certificação e instruções de uso
- Armazene os artefatos em local seco e seguro
- Nunca permita que crianças acendam fogos
- Utilize os fogos somente em áreas abertas
- Mantenha distância de edificações, veículos, vegetação e redes elétricas
- Instale os artefatos em bases firmes e estáveis
- Nunca segure fogos nas mãos durante a utilização
- Não tente reacender artefatos que falharam
- Verifique a legislação do seu município antes de realizar a soltura









