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Aos 88 anos, 'Dona Gegê' transforma tecidos em obras de arte

Foi em uma cidade chamada Araçuaí, em Minas Gerais, que nasceu Geralda Alves Gusmão dos Santos. Mais precisamente no dia 16 de junho de 1935. De lá para cá, são 88 anos de uma vida intensa e cheia de histórias. Uma jornada bem vivida, sendo a primeira filha entre nove irmãos da Família Gusmão, que foi além das fronteiras do Triângulo Mineiro, passando pelas cidades de Medeiros Neto (BA), Rio de Janeiro (RJ) e por fim em Campina Grande do Sul (PR).

Mudou-se para o Paraná há mais ou menos 12 anos, onde se instalou em definitivo em Campina Grande do Sul durante a pandemia de Covid-19. Há 10 foi diagnosticada com Alzheimer e recebeu todo amparo e cuidado da família. Apesar do transtorno, ela se lembra de muita coisa que passou na vida, e o entusiasmo com que relata suas histórias, provoca uma surpresa inspiradora a quem ouve.

‘Dona Gegê’, como é popularmente conhecida, mora com a filha, Claudia Márcia Vieira Gusmão e o genro, Hélio Kotler, no Recanto Sol Lunar, localidade rodeada de muito verde próxima à Sede do município. Hoje, Claudia cuida da mãe com o mesmo amor e afinco com que foi cuidada e divide a atenção de Geralda com a irmã, que mora em Curitiba.

Aposentada, Geralda conta que trabalhou muito na vida e conseguiu com seu esforço ajudar na formação superior dos cinco filhos. Dos diplomas conquistados por eles estão: duas professoras, uma advogado, uma assistente social e um economista.

Das profissões que Geralda ocupou a que marcou a sua vida foi sem dúvida a de costureira, atividade que muito mais que uma profissão se transformou em um hobby na vida dela desde os 15 anos de idade. O trabalho manual a possibilitou transformar tecidos em verdadeiras obras de artes e reallizar os sonhos de muitas mulheres que não abriram mão de se vestir bem, a começar pelos vários vestidos de noiva que ela produziu, além de enxoval para crianças no primeiro aniversário, roupas de batizados, roupas para festas de formaturas, entre outros itens.

Quase nove décadas depois, por mais que Dona Geralda tenha desempenhado outras funções na vida, ela nunca deixou o talento e a vocação de costurar de lado, tanto que de vez em quando ela se arrisca em produzir almofadas de ponto-cruz e crochê – algumas de suas produções são feitas com o auxílio de uma máquina de costura. Pelos cômodos da casa não é difícil encontrar as várias obras de Dona Geralda, principalmente em cima dos sofás da sala, o que dão um charme todo especial ao ambiente.

Cada bordado é peculiar e exclusivo que Geralda se orgulha de mostrar para os visitantes. A função de costureira lhe serviu por muitos anos como fonte de renda, pois foi desse trabalho que Geralda também tirou parte de seu sustento, pois além de fabricar, ela mesma vendia as peças que produzia.

Outra função muito presente na vida dela foi a de doméstica, na qual desenvolveu com muita disciplina e humildade próprias de uma mulher batalhadora. Além dos serviços focados nas tarefas do lar, Geralda também gosta de pintura e coloca toda sua inspiração nos quadros e desenhos que pinta. Outro ponto muito presente na vida dela é o lado vaidoso de usar colares, brincos e anéis.

“A jornada dela sempre foi recheada de trabalho, cuidado dos filhos e uma força do hábito de sempre ser brincalhona” revela a filha que volte e meia ri com a mãe das histórias inusitadas que ela conta.

Dona Geralda Se Orgulha Em Mostrar As Almofadas De Ponto Cruz E Croche Produzidas Por Ela Aos 88 Anos, 'Dona Gegê' Transforma Tecidos Em Obras De Arte
Aos 88 Anos, 'Dona Gegê' Transforma Tecidos Em Obras De Arte 1 Aos 88 Anos, 'Dona Gegê' Transforma Tecidos Em Obras De Arte

Fotos: Adilson Santos / Jornal União.

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