Quem passa horas ao volante sabe que uma parada na estrada vai muito além do abastecimento. Em Campina Grande do Sul, às margens da BR-116, a Rede Pelanda transformou esse momento em uma experiência completa, com alimentação, banho, descanso, manutenção e outros serviços para motoristas e viajantes.
No km 25, sentido Sul, o Posto Pelanda Alpino 2 recebe diariamente caminhoneiros que percorrem longas distâncias e buscam, em um só lugar, cuidar do veículo e recuperar as energias. A estrutura é resultado de uma trajetória construída ao longo de décadas, acompanhando as necessidades de quem vive na estrada.
A história começou no Alpino 1, primeira unidade da família Pelanda, há cerca de 30 anos. Na época, os caminhões que paravam no local recebiam água para abastecer suas barricas, com um funcionário dedicado à tarefa.
A estrutura era simples, mas já revelava uma preocupação que atravessaria as décadas: entender o que o motorista precisava enquanto estava longe de casa. “Lá no Alpino, o que faz a diferença é o atendimento”, conta Paulo Irineu Pelanda, diretor da Rede, ao lembrar da prática que deu origem ao antigo slogan da empresa: “Nosso atendimento faz a diferença”.

De posto de combustível a ponto de apoio
O Alpino 1 completa cerca de três décadas sob a administração da família Pelanda. O posto já existia antes da atual configuração da BR-116 e passou para Paulo Pelanda após o fim da sociedade anterior, dando início à trajetória da família no segmento. No começo, os Pelanda chegaram a morar por cerca de um ano nos fundos da unidade.
Ao longo dos anos, o que era essencialmente um ponto de abastecimento incorporou alimentação, conveniência e outros serviços. “A percepção de que o posto poderia ser mais do que um lugar para abastecer foi construída ao longo do tempo, pela convivência com os clientes e pela observação das necessidades de quem passa pela unidade”, explica Paulo. Hoje, a Rede Pelanda conta com 20 postos e mais de 1,5 mil funcionários.
Uma parada que cabe na rotina

Para Ana Paula Pelanda, diretora de Marketing da Rede, a mudança no perfil dos viajantes fez crescer a procura por diferentes serviços em uma única parada. “Hoje, quem para em um posto de estrada não procura apenas combustível. Ele quer encontrar praticidade, segurança, alimentação, serviços e conforto no mesmo lugar”, afirma.
É nesse cenário que o Alpino 2 atende principalmente caminhoneiros, além de turistas e outros viajantes da BR-116. Para o caminhoneiro Sérgio Pichau, de Joinville (SC), a unidade se tornou referência nas viagens. “É um bom lugar para tomar banho, almoçar, jantar, descansar e seguir viagem”, relata.
Restaurante acompanha movimento da rodovia
O restaurante do Alpino 2 registra cerca de 800 atendimentos por dia durante a semana e ultrapassa mil nos finais de semana, segundo a administração. Entre os pratos mais procurados está a chuleta com polenta, além de opções executivas e de lanchonete.
A trajetória dos profissionais também acompanha a história da Rede. Leomar Vit dos Santos começou como auxiliar de churrasqueiro e chegou à gerência do restaurante. João Paulo Carvalho da Silva iniciou como frentista, em 2001, e passou por outras áreas antes de assumir a gerência do Alpino 1. “Tenho muito orgulho de fazer parte da história do Alpino e uma honra trabalhar no posto de referência da BR-116”, afirma.

Estrutura voltada aos caminhoneiros
Além do abastecimento, o Alpino 2 oferece estacionamento fechado, banheiros, chuveiros com suíte e Lava Truck 24 horas. No mesmo complexo funciona o Pelanda Truck Center, com serviços de mecânica, elétrica, borracharia, estofamento, freios, molas, alinhamento, polimento e higienização.
Para o gerente Fábio Alves de Jesus, que está na Rede desde 2012, a variedade de serviços diferencia a unidade. “É uma estrutura muito ampla, com estacionamento fechado e uma série de serviços para atender o cliente. Temos molas, freios, estofaria, elétrica, borracharia, polimento e lavagem”, afirma.

Tecnologia muda a relação com o cliente
A transformação também chegou ao atendimento, que passou de processos manuais para uma operação mais informatizada, acompanhando um público cada vez mais conectado. Para Ana Paula, o desafio é modernizar sem perder a identidade construída ao longo das décadas.
“A modernização precisa acompanhar o comportamento do cliente sem apagar aquilo que fez o Alpino construir sua história. A tecnologia, os novos serviços e as melhorias na estrutura são importantes, mas a identidade continua ligada à proximidade, ao atendimento e à relação construída ao longo dos anos”, afirma.
Para Ana Paula, a relação construída com os clientes ultrapassa a estrutura oferecida. “Quando um cliente diz que se sente em casa, isso mostra que o atendimento conseguiu ultrapassar a relação comercial. Existe uma equipe por trás de cada experiência, pessoas que conhecem a rotina de quem está na estrada e entendem a importância de receber bem”, conclui.







