A taxa de desemprego em Curitiba chegou a 3,9% no primeiro trimestre, a menor registrada nesse período nos últimos quatro anos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e apontam que a capital ganhou cerca de 40 mil trabalhadores em relação ao mesmo intervalo de 2025, somando mais de um milhão de pessoas ocupadas.
Entre 2025 e 2026, o número de desempregados caiu de 52 mil para 43 mil, representando uma redução de aproximadamente 17%. O nível de ocupação — que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar — subiu de 64,9% para 66,2%, alcançando o maior índice da série histórica. Paralelamente, a taxa de subutilização da força de trabalho recuou de 10% para 9,1%, indicando uma melhora também na qualidade do mercado de trabalho.
Desde 2023, Curitiba tem apresentado evolução no mercado de trabalho, quando foram criadas 68 mil novos postos de emprego. No primeiro semestre de 2026, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, registraram um saldo de 16.148 vagas com carteira assinada na capital paranaense. Esse desempenho coloca Curitiba na quinta posição entre as capitais brasileiras com maior saldo de empregos formais, representando 23% de todas as vagas criadas no Paraná no período.
O setor de serviços liderou as contratações em Curitiba, seguido pela construção civil. Comércio e indústria também fecharam o semestre com saldo positivo na criação de empregos, consolidando o desempenho da capital no mercado formal de trabalho.








