Desde o dia 25 de agosto, trabalhadores formais podem usar parte do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso com bancos por meio do programa Novo Desenrola Brasil. O programa permite quitar débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor. As informações são da Agência Brasil.
Trabalhadores formais com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) podem participar, desde que tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 e 720 dias. Para isso, é possível usar até 20% do saldo do FGTS ou, no máximo, R$ 1 mil, valendo o maior valor.
Entre as vantagens oferecidas, o programa garante desconto de até 90% sobre o valor original da dívida, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês e parcelamento de 12 a 48 vezes. Além disso, as dívidas podem ser consolidadas em uma única operação. O governo estima movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS através dessa iniciativa.
Para aderir ao programa, é necessário que o trabalhador autorize, via aplicativo oficial do FGTS (disponível para Android e iOS), o acesso das instituições financeiras ao saldo do fundo. O login deve ser realizado com CPF e senha do Gov.br. Em seguida, é preciso procurar o banco onde as dívidas estão registradas e solicitar a adesão. Após a consulta, o saldo disponível para renegociação é válido por até 90 dias.
A conclusão da renegociação pode ser feita online, sem necessidade de comparecimento a uma agência da Caixa Econômica Federal. Após a consulta do saldo, o prazo para formalizar a operação é de até 30 dias. Quando finalizada, as informações são registradas na Caixa, que transfere os valores diretamente aos bancos credores. Vale destacar que, ao usar o FGTS, novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário ficam suspensos até a recomposição do saldo.
Tanto contas ativas quanto inativas do FGTS podem ser usadas no programa, sendo que as contas inativas terão prioridade. O saldo disponível para renegociação já pode ser consultado no aplicativo do FGTS, na seção dedicada ao Novo Desenrola Brasil.









