Uma área pública de aproximadamente 72 mil metros quadrados no bairro Weissópolis, em Pinhais, deve ganhar uma nova função: se transformar em um parque linear com espaços de lazer, áreas verdes e estrutura para ajudar a reduzir os impactos das chuvas intensas. O projeto da Prefeitura prevê aproveitar um terreno atualmente subutilizado para criar um ambiente de convivência para os moradores e contribuir com a drenagem urbana.
A proposta também busca recuperar uma área próxima ao rio e melhorar as condições ambientais do local. Entre as intervenções previstas estão melhorias nas galerias pluviais, reorganização do fluxo da água da chuva e fechamento de uma vala a céu aberto. As áreas permeáveis serão preservadas para favorecer a absorção da água pelo solo.
O relevo natural do terreno também será aproveitado para permitir o acúmulo temporário de até 15 mil metros cúbicos de água da chuva em períodos de maior intensidade. A estratégia segue o conceito de parque esponja, que combina áreas verdes e soluções de drenagem para reduzir a pressão imediata sobre a rede pluvial.
“Para além de ser um espaço de lazer, de esporte, de inclusão, ele terá um papel fundamental para o meio ambiente como um parque esponja”, afirmou a prefeita Rosa Maria. Segundo ela, a proposta também representa a recuperação de uma área degradada próxima ao rio.
Espaço para diferentes idades
Além da função ambiental, o parque deverá oferecer opções de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. O projeto inclui campo de grama sintética do programa Meu Campinho, playground, pipódromo, quadra de areia e academia da terceira idade.
Também estão previstas ciclovias dentro do parque e ao longo da via próxima, com a proposta de facilitar os deslocamentos e conectar o espaço a outras regiões de Pinhais, além de favorecer o acesso aos municípios de Curitiba e Piraquara.
A recuperação da vegetação e a ampliação das áreas verdes fazem parte do plano, que pretende transformar o terreno em um espaço mais organizado e integrado à rotina do bairro.
Investimento e execução
A implantação prevê cerca de R$ 2,6 milhões dos Fundos Municipais de Meio Ambiente (FMMA) e de Saneamento Básico (FMSB) para a compra dos materiais. A execução dos serviços ficará a cargo da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop), com equipamentos e mão de obra próprios do município.
O projeto reúne, assim, duas frentes: ampliar as opções de lazer da comunidade e aproveitar as características naturais do terreno para ajudar a lidar com o volume de água durante chuvas fortes.







