Desde esta quarta-feira (14), agências dos Correios em todo o Brasil passaram a receber lixo eletrônico para descarte gratuito. O serviço está disponível por tempo indeterminado nas 6.868 unidades que contam com o Balcão Cidadão.
O descarte gratuito é permitido para equipamentos com até 30 quilos. Para fazer o descarte, os cidadãos devem colocar os itens em uma caixa aberta, com tamanho máximo de 1 metro cúbico, e entregá-la na agência mais próxima. No balcão de atendimento, um funcionário fará a inspeção visual dos aparelhos. O processo de entrega requer apenas o fornecimento de dados básicos, como nome, CPF, e-mail e telefone. Após isso, é gerado um comprovante rastreado e a caixa é lacrada na frente do cliente. Todo o processo é monitorado até que os resíduos cheguem ao sistema de logística reversa para receberem destinação adequada na indústria.
O serviço foi pensado especialmente para resíduos de pequeno e médio porte. Veja as regras para o descarte:
- O que é aceito: celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos variados, carregadores e outros eletroeletrônicos pequenos.
- O que não é aceito: pilhas, baterias soltas e lâmpadas de qualquer tipo. Esses itens contêm componentes tóxicos específicos e devem ser descartados em pontos de coleta apropriados nas cidades.
A falta de locais adequados para o descarte tem gerado um grande impacto ambiental no Brasil. O país é atualmente o terceiro maior gerador de resíduos eletrônicos da América do Sul. De acordo com dados de 2024 da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil produz 2,4 milhões de toneladas anuais desse tipo de lixo, mas apenas 3% é descartado de forma correta. Além do risco de contaminação do solo e da água, o armazenamento de eletrônicos inutilizados gera desperdício de recursos importantes.
Sobre isso, Marcus Oliveira, diretor executivo da Circular Brain, destacou: “Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente.”







