O Paraná é o segundo estado brasileiro com o maior número de agressões contra médicos. O levantamento foi divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e aponta que, apenas neste ano, já foram registrados 36 casos no Estado. Entre as principais motivações estão a demora no atendimento e a recusa em fornecer atestados médicos.
A maioria das vítimas dessa violência são profissionais que trabalham na linha de frente, principalmente em postos de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Informações atualizadas pela Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos do CRM-PR indicam que cerca de 87% dos casos ocorrem no setor público, local onde grande parte dos médicos generalistas atua.
Diante desse cenário preocupante, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) lançou uma campanha voltada à valorização e proteção do médico generalista. O objetivo é reconhecer a importância desses profissionais e conscientizar a população sobre os riscos e a violência enfrentados no cotidiano dos atendimentos médicos, especialmente nos serviços de linha de frente.
A nova campanha também busca estimular a denúncia de casos de violência contra médicos, sejam eles físicos, verbais, ou envolvendo ameaças e intimidações. “O combate à violência contra médicos é uma pauta permanente do Conselho de Medicina do Paraná. Nenhum profissional deve exercer a Medicina sob ameaça, intimidação ou insegurança”, destacou o presidente do CRM-PR, Eduardo Baptistella.
A iniciativa ainda enaltece o papel essencial desempenhado pelos médicos generalistas em estruturas como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), prontos-socorros, ambulatórios e outros serviços de saúde públicos e privados. Além disso, reforça a necessidade de condições seguras e respeito ao exercício da profissão.
Os médicos generalistas, frequentemente alocados nos setores de maior demanda do sistema de saúde, enfrentam diariamente atendimentos sob alta pressão assistencial e diferentes emergências médicas. A campanha do CRM-PR integra um conjunto de ações institucionais voltadas para a valorização profissional, a segurança no exercício da Medicina e a proteção da sociedade através de um atendimento ético e qualificado.










