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Nova licitação do transporte coletivo prevê novas linhas e mudanças em itinerários na Região Metropolitana de Curitiba

Os passageiros que utilizam o transporte coletivo entre Curitiba e os municípios da Região Metropolitana devem se preparar para uma ampla reformulação no sistema. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP) iniciou o processo de modernização da rede metropolitana com a divulgação do edital da nova concessão, que prevê mudanças em linhas tradicionais, criação de novos itinerários, ampliação da cobertura e integração de mais municípios ao sistema.

A licitação, marcada para 26 de agosto, será a primeira concorrência pública para a operação do transporte metropolitano em quase 30 anos, encerrando um longo período de contratos provisórios. A concessão prevê a reorganização completa da rede, com novas linhas, alterações de trajetos e integração entre os municípios da Grande Curitiba.

Uma das primeiras mudanças já anunciadas pela AMEP envolve quatro linhas metropolitanas compartilhadas com a Urbanização de Curitiba (Urbs). Elas receberão novos nomes, terão seus trajetos reduzidos e deixarão de cruzar Curitiba de ponta a ponta, passando a encerrar o percurso na região central da capital ou em terminais de integração. Embora as alterações tenham sido apresentadas oficialmente, a agência ainda não informou a data em que começarão a ser implantadas.

Primeiras mudanças anunciadas

Nesta primeira etapa, quatro linhas já tiveram suas alterações confirmadas:

• Colombo – CIC Passará a se chamar Maracanã – Tiradentes (B02). O ônibus deixará de seguir até a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e terá como destino final a Praça Tiradentes.

• Pinhais – Campo Comprido Receberá a nova denominação Pinhais – Tiradentes (C02). O trajeto deixará de atender o Terminal Campo Comprido e passará a terminar na Praça Tiradentes.

• Caiuá – Cachoeira Será transformada na linha Cachoeira – Guadalupe (A02), encerrando o percurso no Terminal Guadalupe.

• Barreirinha – São José dos Pinhais Passará a operar como Aeroporto – Guadalupe (E02), via Terminal Boqueirão. Além da mudança de nome, a linha será estendida até o Aeroporto Internacional Afonso Pena e substituirá a atual linha Aeroporto – Terminal Boqueirão, que será desativada.

Com a reestruturação, muitos passageiros da Região Metropolitana passarão a realizar integração na Praça Tiradentes ou no Terminal Guadalupe para seguir viagem dentro da Capital, reduzindo a sobreposição entre o sistema metropolitano e a rede urbana administrada pela Urbs.

Sistema passará a atender todos os municípios da Região Metropolitana

A nova concessão ampliará significativamente a cobertura do transporte coletivo metropolitano. Atualmente, o sistema atende 19 municípios, mas a proposta da AMEP prevê a integração de todos os 28 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, além da Capital. Com isso, nove cidades passarão a fazer parte da rede integrada, ampliando o acesso ao transporte público regional.

A operação será dividida em quatro lotes. O Lote 2, de interesse direto dos leitores da região, atenderá Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Colombo, Quatro Barras e Tunas do Paraná, contando com uma frota prevista de 171 ônibus.

Treze novas linhas serão criadas

A linha N61 -- Campina Grande do Sul/Guadalupe passará por otimização na nova concessão, com o objetivo de absorver demanda e tornar mais eficiente a ligação entre o município e o Centro de Curitiba
A linha N61 — Campina Grande do Sul/Guadalupe passará por otimização na nova concessão, com o objetivo de absorver demanda e tornar mais eficiente a ligação entre o município e o Centro de Curitiba. Fotos: AMEP

Além da reorganização dos trajetos existentes, o edital prevê a implantação de 13 novas linhas metropolitanas, ampliando as opções de deslocamento entre os municípios. Entre elas estão:

– A24 – Cachoeira/Santa Felicidade;

– H31 – Tupy/Pinheirinho;

– I16 – Terminal Pinhais/Terminal Guaraituba;

– I61 – Rio Negro/Areia Branca;

– I62 – Piên/Areia Branca;

– I63 – Lagoinha/São José;

– I64 – Lapa/Araucária;

– I66 – Doutor Ulysses/Cerro Azul;

– I67 – Cerro Azul/Rio Branco do Sul;

– I68 – Adrianópolis/Tunas do Paraná;

– I69 – Tunas do Paraná/Bocaiúva do Sul;

– J61 – Hospital do Rocio/Guadalupe;

– P18 – Jardim Cecília/Santa Felicidade.

Outras linhas também serão readequadas

Além das quatro alterações já anunciadas, o edital prevê a otimização de outras 14 linhas metropolitanas, com mudanças de nomenclatura, códigos, itinerários ou criação de novos atendimentos para absorver demanda em diferentes regiões.

Entre elas estão as linhas Tamandaré – Moreira Garcez (A89), Guaraituba – Rui Barbosa (B06), Terminal São Roque – Santos Andrade (D02), Terminal Central – Guadalupe (E05), Afonso Pena – Centenário (E12), Fazenda – Sítio Cercado (F06), Terminal Angélica – Terminal Portão (H13), São Roque – Terminal Pinhais (I17), Roça Grande – Linha Verde (S02), São Sebastião – Guadalupe, Campina Grande do Sul – Guadalupe (N61) e Bom Pastor (via Jardim Pioneiro) (P59), entre outras adequações previstas na nova operação.

Campina Grande do Sul terá linha otimizada para o Centro de Curitiba

Entre as mudanças previstas para a região está a otimização da linha N61 – Campina Grande do Sul/Guadalupe, que deverá absorver parte da demanda do sistema e ampliar a eficiência do atendimento entre o município e o Centro de Curitiba.

Além disso, a nova concessão prevê novas ligações para municípios vizinhos, como Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná, fortalecendo a integração regional.

Nova licitação do transporte coletivo prevê novas linhas e mudanças em itinerários na Região Metropolitana de Curitiba
Foto: AMEP. A futura linha Tunas do Paraná–Bocaiúva do Sul faz parte da nova concessão do transporte metropolitano e promete reforçar a integração regional entre os dois municípios.

Integração temporal será novidade

Outra inovação prevista no edital é a implantação da integração temporal por meio do cartão MetroCard. Pelo novo modelo, os passageiros poderão realizar uma integração entre linhas metropolitanas no período de até 2h30, sem necessidade de embarque imediato, desde que respeitada uma janela de integração por dia.

A medida busca oferecer maior flexibilidade aos usuários, permitindo conexões entre diferentes linhas e municípios sem a necessidade de pagamento de uma nova tarifa dentro do período estabelecido.

A AMEP informou que as quatro mudanças anunciadas nas linhas compartilhadas representam apenas a primeira etapa da reestruturação do transporte coletivo metropolitano. A expectativa é que novas alterações sejam detalhadas conforme avançarem os preparativos para a nova concessão, cuja licitação está marcada para o dia 26 de agosto.

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