A Copa do Mundo de 2026 conheceu seus finalistas após duas semifinais de alto nível técnico, repletas de emoção e protagonizadas por algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Espanha e Argentina confirmaram o favoritismo, eliminaram França e Inglaterra, respectivamente, e disputarão, no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, a grande decisão do Mundial. A final também colocará frente a frente, pela primeira vez na história da competição, os atuais campeões da Eurocopa e da Copa América.
A decisão reúne duas seleções que chegam embaladas por campanhas consistentes. De um lado, a Espanha, dona da melhor defesa da competição e em busca do bicampeonato mundial. Do outro, a Argentina, atual campeã do mundo, que tenta levantar sua quarta taça e entrar definitivamente para a história como a primeira seleção masculina a conquistar títulos consecutivos desde o Brasil bicampeão em 1958 e 1962.
Espanha elimina a França com autoridade
A primeira vaga na final foi conquistada pela Espanha, que venceu a França por 2 a 0, na terça-feira (14), em Dallas. A equipe comandada por um futebol coletivo, de intensa posse de bola e organização tática, neutralizou o poderoso ataque francês e praticamente não sofreu defensivamente durante os 90 minutos.
Oyarzabal abriu o placar ainda no primeiro tempo, enquanto o lateral Pedro Porro ampliou na etapa final, garantindo a classificação espanhola. O resultado encerrou a sequência da França, que buscava disputar sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo, após os títulos e vice-campeonatos recentes.

A campanha espanhola impressiona principalmente pela consistência defensiva. Até a final, a equipe sofreu apenas um gol em toda a competição, além de apresentar um dos sistemas ofensivos mais equilibrados do torneio, liderado por nomes como Lamine Yamal, Rodri, Dani Olmo e Oyarzabal.
Argentina mostra poder de reação e elimina a Inglaterra
Na segunda semifinal, disputada na quarta-feira (15), em Atlanta, a Argentina precisou novamente mostrar sua capacidade de reação para superar a Inglaterra por 2 a 1.
Depois de um primeiro tempo equilibrado, os ingleses abriram o placar no início da etapa final com Anthony Gordon, em praticamente a única finalização perigosa da equipe durante a partida. A vantagem alimentava o sonho inglês de voltar a disputar uma final de Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966.
No entanto, a seleção comandada por Lionel Scaloni voltou a demonstrar a resiliência que marcou toda sua campanha no Mundial. Pressionando constantemente o adversário nos minutos finais, a Argentina transformou o campo ofensivo em um verdadeiro cerco à defesa inglesa.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Enzo Fernández acertou um belo chute de média distância para empatar o confronto. Já nos acréscimos, Lionel Messi encontrou Lautaro Martínez com um cruzamento preciso, permitindo que o atacante cabeceasse para o fundo das redes e decretasse a virada argentina por 2 a 1.
Messi volta a decidir em mais um capítulo histórico
Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo. Mesmo sem marcar, participou diretamente dos dois gols argentinos e comandou a equipe nos momentos mais importantes da partida.
A assistência para o gol da vitória reforçou o papel do camisa 10 como principal referência técnica da seleção argentina. Aos 39 anos, Messi disputará sua terceira final de Copa do Mundo, repetindo o feito do brasileiro Cafu entre os jogadores que chegaram a três decisões do principal torneio do futebol mundial.

A classificação também mantém viva a possibilidade de um encerramento histórico para aquele que pode ser seu último Mundial, conduzindo novamente a Argentina à disputa pelo título.
Inglaterra e França disputam o terceiro lugar
Com as eliminações nas semifinais, Inglaterra e França voltam a campo no sábado (18), em Miami, para decidir o terceiro lugar da Copa do Mundo.
Para os ingleses, permanece o jejum de títulos mundiais desde 1966, apesar da boa campanha conduzida por Thomas Tuchel. Já os franceses encerram o sonho de conquistar o tricampeonato mundial após uma campanha consistente, interrompida pela eficiência espanhola na semifinal.
Final inédita promete confronto entre duas escolas do futebol

A decisão entre Argentina e Espanha promete reunir duas filosofias distintas de jogo. De um lado, a seleção espanhola aposta na posse de bola, circulação rápida e intensidade coletiva. Do outro, a Argentina alia experiência, competitividade e o talento de uma geração liderada por Lionel Messi, Enzo Fernández, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Além da disputa pelo título, a final coloca frente a frente dois dos elencos mais qualificados da atualidade e representa um encontro histórico entre os campeões continentais da Europa e da América do Sul, algo inédito em quase um século de história das Copas do Mundo.
No domingo, às 16h (de Brasília), o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), será palco de um confronto que pode entrar para a história. A Espanha tentará conquistar seu segundo título mundial, enquanto a Argentina buscará o tetracampeonato e a chance de se tornar a primeira seleção masculina em mais de seis décadas a defender com sucesso a taça da Copa do Mundo. Com capacidade para 82.500 torcedores, o estádio já recebeu sete partidas nesta edição do Mundial — cinco pela fase de grupos, uma pelas oitavas de final e uma pelas quartas de final. A decisão entre espanhóis e argentinos será o oitavo e último jogo da Copa disputado no local.








