Em meio aos desafios e às constantes transformações da indústria, o SINDIMETAL-PR inicia um novo ciclo sob a liderança de Cleuber Lodovico, que também atuará como delegado representante junto à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Com uma trajetória de quase 40 anos ligada diretamente à entidade, o empresário assume a presidência para o quadriênio 2026-2030 com a proposta de fortalecer o associativismo, ampliar a representatividade do setor e impulsionar a inovação e a modernização da indústria metal-mecânica paranaense.

Em entrevista exclusiva ao União Metropolitana, Cleuber destacou os principais desafios enfrentados pelo segmento, falou sobre os impactos da automação industrial na competitividade das empresas e apresentou as metas e projetos que pretende desenvolver ao longo de sua gestão. A cerimônia de posse da nova diretoria acontece nesta terça-feira (12), na sede do sindicato, localizada no bairro Atuba.
Para ele, assumir a presidência representa não apenas uma conquista profissional, mas também um compromisso com os mais de 160 associados da entidade e com as cerca de 4 mil empresas que integram o setor no Paraná. Entre as prioridades da nova gestão estão a modernização industrial, o incentivo à automação, a qualificação profissional e a aproximação ainda maior entre o sindicato e os empresários.
À frente do SINDIMETAL-PR, Cleuber Lodovico é diretor da Modelo Metal Mecânica Ltda., empresa fundada há mais de quatro décadas e especializada na fabricação de componentes metálicos e no desenvolvimento de peças, desde o projeto até o acabamento. A empresa integra o quadro associativo da entidade desde 1984.
Confira a entrevista:
O que representa para o senhor assumir a presidência do SINDIMETAL-PR?
Assumir a presidência do sindicato representa algo que não tem preço. Estou há cerca de 40 anos participando da entidade e essa responsabilidade simboliza um grande compromisso com todos os associados, com os mais de 160 membros do sindicato e também com as cerca de 4 mil empresas do setor metal-mecânico no Paraná.
Quais serão as principais prioridades e metas da sua gestão à frente da entidade?
Nossa prioridade será fortalecer cada vez mais o associativismo e ampliar a representação institucional do sindicato. Também queremos trabalhar fortemente na inovação industrial do setor metal-mecânico, buscando modernização e maior competitividade para as empresas paranaenses.
O setor metal-mecânico enfrenta desafios constantes. Quais são hoje os principais desafios da indústria?
Hoje enfrentamos desafios ligados à economia global, à inovação tecnológica e à necessidade constante de atualização industrial. Um dos maiores desafios é a automação industrial, que se tornou essencial para diminuir custos, aumentar a produtividade e tornar as empresas mais competitivas no mercado.
Como o sindicato pretende fortalecer a competitividade das empresas do setor nos próximos anos?
O caminho é investir e incentivar a automação industrial. Quanto mais as empresas conseguirem modernizar seus processos e reduzir custos operacionais, mais competitivas elas serão dentro do mercado nacional e internacional.
De que forma o sindicato busca estar mais próximo dos empresários e atender às demandas das indústrias associadas?
Pretendemos manter reuniões constantes com os associados e deixar sempre um canal aberto de comunicação entre as empresas e o sindicato. O objetivo é ouvir as demandas do setor e buscar soluções que realmente atendam às necessidades da indústria.
Existem projetos voltados à qualificação profissional e formação de mão de obra?
Sim. Queremos ampliar os cursos, palestras e treinamentos disponibilizados aos associados, tanto presenciais quanto virtuais e híbridos. A expectativa é realizar entre 20 e 30 cursos por ano, voltados para colaboradores, gerências e diretorias das empresas, ajudando a suprir a demanda por qualificação profissional no setor.
O avanço da tecnologia e da Indústria 4.0 vem transformando o mercado. Como o sindicato pretende incentivar a inovação dentro das empresas?
Queremos incentivar a participação em feiras de tecnologia, tanto nacionais quanto internacionais, além de ampliar o networking com outros mercados e países. Essa troca de experiências é fundamental para trazer inovação e novas oportunidades para a indústria paranaense.
Qual deve ser o papel do sindicato na defesa dos interesses da indústria junto ao poder público e às demais entidades do setor?
O principal papel do sindicato é buscar a união do setor. A união será a maior alavanca para fortalecer a indústria metal-mecânica. Além disso, a troca de experiências entre empresas e entidades é essencial para defender os interesses da classe e construir caminhos positivos para o setor.
Que mensagem o senhor deixa aos empresários que integram o setor metal-mecânico do Paraná?
Podem ter certeza de que assumimos essa missão para trabalhar. Nossa equipe entra unida no SINDIMETAL-PR com o objetivo de fazer o melhor pela classe, manter contato próximo com os associados e trabalhar sempre em benefício da entidade e do fortalecimento da indústria paranaense.
Empresários da região assumem destaque na nova gestão
A nova gestão do SINDIMETAL-PR também contará com forte participação de empresários da região de Campina Grande do Sul e Quatro Barras. Entre os nomes que passam a integrar a diretoria estão José Luiz Rauch, da Metalkraft, que assume como 2º vice-presidente; Lauro Pastre Junior, da Pastre Implementos Rodoviários, como 3º vice-presidente; além de Luiz Jair Minatti, da Minatti Fundição, que passa a integrar o Conselho Fiscal da entidade.










