A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A decisão foi oficializada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na última quarta-feira (15), em conjunto com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
De acordo com uma investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos, o Brasil adota práticas comerciais que ‘oneram ou restringem’ o comércio bilateral. Entre os exemplos mencionados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais, o que motivou a decisão pela taxação.
A medida foi contestada pelo governo brasileiro, que classificou a tarifação como uma tentativa de interferência em questões internas do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou nesta segunda-feira (20) por meio de suas redes sociais, afirmando: ‘Aqui [Brasil] ninguém diz o que vamos fazer. Este país foi criado e construído por brasileiros.’ No entanto, na última sexta-feira (17), Lula declarou que não fará comentários sobre a nova tarifa enquanto o presidente Donald Trump não se pronunciar oficialmente sobre o tema.
Embora a lista completa de produtos afetados ainda não tenha sido divulgada, o governo norte-americano confirmou que café e carne bovina não serão atingidos pela nova tarifação. Por outro lado, o etanol foi incluído na lista de produtos que sofrerão o impacto da medida.
O governo brasileiro informou que está realizando conversas com diferentes setores econômicos para avaliar os impactos da taxação e explorar alternativas para mitigar o efeito sobre as exportações. Além disso, há discussões em andamento sobre a possibilidade de utilizar a Lei de Reciprocidade como forma de resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.








