A demanda por imóveis para alugar tem acompanhado o desempenho do mercado de vendas. Em maio, as locações de imóveis comerciais registraram alta em Curitiba. Na comparação com abril, a Locação Sobre a Oferta (LSO) avançou 2,6 pontos porcentuais (p.p.), com 9,3% das unidades disponíveis na capital paranaense locadas no período. O índice é o melhor desde junho de 2024, quando igualou o resultado, e 1,2 p.p. acima do registrado em maio de 2025. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), que também aponta a evolução positiva no ticket médio da locação imobiliária. Em maio, o valor avançou 1,8% em relação a abril de 2026, ficando na casa de R$ 2.525.
“O mercado de locações comerciais vem aquecendo em todas as tipologias e esse movimento se reflete no aumento do ticket médio. Com o crescimento da demanda, a média geral dos valores de aluguel é puxada para cima”, explica Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar.
Entre os tipos mais procurados, a maior alta foi registrada nos barracões. A relação entre contratos fechados e oferta avançou de 7,3% em abril para 15,2% no mês seguinte — aumento de 7,9 p.p. O desempenho dos imóveis anunciados como lojas também cresceu, com alta de 3,6 p.p. e 12% da oferta locada. Já as casas e conjuntos comerciais avançaram 2,3 e 1,4 p.p., respectivamente, fechando o mês de maio com 13% e 6,1% das unidades ofertadas negociadas.
O Centro segue como o bairro mais procurado por quem quer alugar um imóvel. Se antes a busca se concentrava para quem queria abrir um novo negócio, o bairro passou a ser também o preferido por quem busca uma moradia. Segundo estudo, o Centro foi o bairro que concentrou o maior volume de locações comerciais no período, com 26,8% dos contratos firmados, seguido por Mercês (6,3%) e Água Verde (5,5%). Assim como no segmento comercial, o Centro liderou a preferência dos inquilinos e respondeu por 11,9% dos contratos de locação efetivados com finalidade de moradia, seguido por Água Verde (5,9%) e Portão (4,6%).
No segmento residencial, o valor médio dos aluguéis em maio registrou aumento de 2% no comparativo com abril de 2026 e de 9,3% em relação a maio de 2025. Nas médias trimestrais, o reajuste foi ainda mais expressivo: alta de 10,4% em relação a 2025 e de 21,9% no igual período de 2024. A taxa de inadimplência dos inquilinos manteve-se estável em 1%. O índice, que considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel, reflete o investimento das imobiliárias tanto na análise criteriosa dos cadastros dos locatários quanto na atuação sobre eventuais atrasos, tornando as locações mais seguras e reduzindo riscos para os proprietários dos imóveis.








