A história construída ao longo de mais de duas décadas ganhou uma nova dimensão. Nos dias 3 e 4 de julho, a Chácara Gratia/Minatti, no município de Campina Grande do Sul, foi palco do 22º Encontro dos Fundidores do Paraná, que nesta edição também sediou o 1º Encontro das Fundições Brasileiras no Paraná, ampliando o alcance de um evento tradicionalmente voltado ao setor paranaense para reunir representantes de diferentes regiões do país.
Empresários, executivos, profissionais técnicos, fornecedores, especialistas, instituições de ensino e entidades ligadas à indústria participaram de dois dias de debates, troca de experiências e apresentação de soluções voltadas aos desafios da cadeia da fundição.
Mais do que uma atualização do calendário do setor, a edição de 2026 marcou um novo capítulo para o encontro, que passou a conectar diferentes polos industriais em torno de um mesmo objetivo: fortalecer a competitividade da fundição brasileira diante de um cenário marcado por avanços tecnológicos, novas exigências de mercado e necessidade crescente de qualificação profissional.
Tecnologia como ferramenta para o futuro
A inovação esteve no centro das discussões durante o primeiro dia do evento. A programação técnica reuniu palestras sobre temas que impactam diretamente a produtividade e a evolução das fundições, como eficiência energética, controle metalúrgico, simulação de processos, automação, recuperação de areia, filtragem, acabamento robotizado, sustentabilidade e novas tecnologias aplicadas à indústria.
Representantes de empresas apoiadoras compartilharam experiências, soluções e aplicações práticas voltadas ao aprimoramento dos processos produtivos e ao aumento da eficiência industrial.
Além do conteúdo técnico, o encontro também proporcionou um ambiente de aproximação entre empresas, fornecedores, pesquisadores e profissionais do setor, fortalecendo uma rede de cooperação que busca acelerar o desenvolvimento da indústria de fundição no Brasil.
O desafio de formar novos profissionais
No segundo dia, um dos principais gargalos da indústria esteve no centro dos debates: a disponibilidade de mão de obra técnica qualificada.
A mesa-redonda “Mão de Obra Técnica nas Fundições: como vencer o maior gargalo do setor” reuniu representantes do SENAI Paraná, SENAI Santa Catarina, FIESC, empresários e especialistas para discutir os impactos da falta de profissionais preparados e os caminhos para aproximar empresas, instituições de ensino e futuros trabalhadores.
Durante as discussões, os participantes destacaram que a formação profissional deixou de ser apenas uma necessidade operacional e passou a ser um fator estratégico para a sustentabilidade e o crescimento das empresas.
Entre os pontos debatidos estiveram a valorização das carreiras técnicas, o fortalecimento da educação profissional e a criação de iniciativas conjuntas entre indústria, ensino e poder público.

Do Paraná para o Brasil
A ampliação do encontro para uma agenda nacional representa, segundo o empresário Luiz Jair Minatti, anfitrião do evento e um dos principais incentivadores da iniciativa, um novo momento para o setor de fundição.
“A criação do 1º Encontro das Fundições Brasileiras representa muito mais do que a ampliação do público ou uma mudança de nome. Ela simboliza um novo alcance, uma responsabilidade maior e uma visão voltada à integração do setor em nível nacional”, afirma Minatti.
De acordo com o empresário, o crescimento da participação de profissionais e empresas de diferentes estados, como Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, demonstrou que o encontro havia ultrapassado as fronteiras paranaenses. “Surgiu a iniciativa de expandir o encontro para todo o país, com o propósito de conectar pessoas, compartilhar conhecimentos, fortalecer o relacionamento entre empresas e entidades do setor e contribuir para o desenvolvimento da indústria brasileira de fundição”, destaca.
União para manter a competitividade

Em um mercado cada vez mais competitivo, o encontro reforçou que tecnologia, conhecimento e cooperação serão fatores decisivos para o futuro da fundição brasileira.
A busca por maior produtividade, redução de custos, inovação e qualidade exige que o setor avance de forma integrada, aproximando empresas, universidades, centros de pesquisa e entidades representativas.
Ao ampliar suas fronteiras, o encontro deixa de ser apenas uma referência regional e passa a consolidar um espaço nacional de diálogo sobre os caminhos da indústria de fundição.
A mensagem que marcou a edição de 2026 foi clara: investir em tecnologia, pessoas e colaboração será essencial para que a fundição brasileira siga evoluindo e conquistando espaço em um cenário industrial cada vez mais desafiador.
Apoiadores
- Alterosa
- ASK
- BSW
- Coradin
- Dalca
- EcoSand
- ELDORADO
- Elkem
- Euromac
- FMF
- Foseco
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- Fundição Tiger
- Futura
- Gebe Maquinas
- Guaíra
- Inductotherm
- Italterm
- JK Global
- Kuttner Brasil
- Kuttner No Bake
- Magma
- Metallen
- MSP
- Origetec
- Pertech
- Rerfratek
- RiberSid
- Rossil
- Servtherm
- STM
- Tecbraf
- Tecnitri
Equipe organizadora
- Minatti Fundição
- Tecnitri
- SMA
- Metalurgica Voigt
- Hubner
- Sipen
- Usinatti








