As obras do novo corredor metropolitano que conecta Curitiba, Fazenda Rio Grande e Araucária estão em andamento desde setembro de 2025. O projeto, considerado a maior intervenção de infraestrutura das últimas três décadas, contará com um investimento total de R$ 336 milhões, com as primeiras entregas previstas para 2027. A fase inicial inclui a ampliação de seis quilômetros de vias marginais no Contorno, que terão duas faixas de tráfego, calçadas, ciclovias e uma nova ponte sobre o Rio Barigui. Até 2029, a rodovia principal deverá ter quatro faixas por sentido. Também estão previstas seis passarelas, melhorias nos entroncamentos, iluminação moderna e novas trincheiras.
Em paralelo, estão sendo realizadas obras para duplicar a Rodovia Engenheiro Adolar Schultze (PR-423), no trecho entre os quilômetros 9 e 35. Esse trajeto conecta a BR-476, em Araucária, às rodovias BR-277 e BR-376, em Campo Largo. A duplicação incluirá acostamento e canteiro central. Segundo o contrato, a conclusão está prevista para fevereiro de 2027.
De acordo com o Governo do Paraná, essas intervenções criarão um eixo contínuo entre a Rodovia do Café e a saída para Santa Catarina. Essa configuração eliminará o fluxo de veículos pesados no perímetro urbano de Curitiba e aliviará os congestionamentos próximos à Ceasa. No transporte coletivo, a economia prevista para passageiros nos deslocamentos entre Curitiba e Fazenda Rio Grande chega a até 40 minutos.
O projeto também prevê a construção de sete obras de arte especiais, como viadutos, ponte e uma trincheira. As ciclovias serão instaladas em toda a extensão da via para promover a mobilidade ativa. Entre os viadutos planejados, dois atravessarão os dutos da Transpetro (REPAR I e II) em Araucária, na interseção com a BR-116. Outros elementos incluem a Estrada Delegado Bruno de Almeida, no bairro Campo do Santana, e a Rua Lídia Camargo Zampieri. O projeto será concluído com uma trincheira na Rua Ismael de Almeida e uma nova travessia sobre o Rio Barigui.









