Curitiba celebrou seus 333 anos com a inauguração do primeiro Museu da Limpeza do Brasil, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade, o cuidado urbano e a valorização de profissionais essenciais. O espaço é dedicado à história da limpeza urbana e é apenas o segundo do tipo no mundo.
Localizado no bairro São Francisco, o museu foi criado pela Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities do Paraná (Facop), em parceria com entidades do setor. O objetivo é preservar a memória da limpeza urbana e mostrar a evolução de equipamentos, técnicas e processos.
Segundo Manassés Oliveira da Silva, presidente da Facop, o museu cumpre um papel histórico: “Este espaço vem para dar visibilidade aos nossos trabalhadores de asseio, conservação e limpeza, que muitas vezes são invisíveis, mas fundamentais para a qualidade de vida das cidades”.

Cerimônia de inauguração
A cerimônia de inauguração contou com a presença do vice-governador Darci Piana, do prefeito Eduardo Pimentel, deputados estaduais, secretários e representantes de sindicatos do setor. Piana destacou a reputação internacional de Curitiba e a importância de valorizar os profissionais de limpeza urbana.
Para o prefeito Eduardo Pimentel, o museu é mais do que um espaço expositivo: representa uma homenagem aos trabalhadores e uma oportunidade de conscientizar a população sobre a importância da limpeza urbana para a saúde e o bem-estar.
Primeira exposição, acervo e sala imersiva
O Museu da Limpeza oferece sua primeira exposição autoguiada, “A História da Limpeza dos Pisos”, com equipamentos que marcaram diferentes períodos e máquinas utilizadas na limpeza de superfícies ao longo do tempo. O acervo mostra a evolução da atividade, que passou de práticas domésticas e empíricas para processos altamente técnicos, com utensílios especializados e protocolos profissionais.
No terceiro andar, uma sala imersiva proporciona uma experiência dinâmica e envolvente, permitindo que o visitante vivencie o cotidiano de um trabalhador do setor. Segundo
Para a superintendente da FACOP, Maria Letizia Marchese, alguns itens chamam atenção por evidenciar a evolução: “Equipamentos antigos revelam como os processos eram realizados antes da mecanização e profissionalização, como os ‘esfregões’ ou escovas de ferro fundido utilizados para remoção de cera e polimento de pisos”.

Caráter educativo e cultural
Além do resgate histórico, o espaço possui caráter educativo e cultural. Serão oferecidos cursos para profissionais, recebidas escolas e grupos comunitários, promovendo educação sobre saúde pública, sustentabilidade e preservação ambiental. A entrada é gratuita, e o museu funciona de terça a domingo, das 10h às 17h.
Homenagem aos trabalhadores
O museu homenageia mais de 2,5 milhões de trabalhadores de limpeza urbana no Brasil, sendo cerca de 100 mil no Paraná. Para representantes de sindicatos, o espaço é importante para dar visibilidade a uma categoria que enfrenta desafios diários e desempenha papel crucial na saúde pública.
Presenças ilustres
Estiveram presentes também o ex-presidente da Facop, Adonai Arruda, o secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca, os deputados Ney Leprevost, Márcia Huçulak e Requião Filho, além do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, reforçando o caráter institucional do evento.
Uma nova atração cultural
O Museu da Limpeza surge como uma nova atração cultural para Curitiba e turistas, combinando educação, preservação histórica e valorização social. Com sua abertura, a cidade celebra seus 333 anos e reforça a importância do trabalho dos profissionais de asseio, conservação e limpeza para manter Curitiba organizada, limpa e acolhedora.









