Vacina contra varicela do Tecpar entra em fase de análise na Anvisa
A vacina contra a varicela (catapora) produzida em parceria pelo Tecpar ainda não está disponível. O Instituto de Tecnologia do Paraná submeteu o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa necessária para que o produto possa ser comercializado e usado no Brasil, destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Não há data definida para a liberação.
O que ainda depende da Anvisa
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), o pedido de registro é a fase em que o laboratório entrega à Anvisa todos os dados de testes científicos para a avaliação de segurança, qualidade e eficácia. Só depois dessa análise a vacina pode ser vendida ou aplicada na população.
A AEN informa que a análise é minuciosa e deve levar de seis meses a um ano. A agência avalia documentos técnicos sobre as células usadas, os equipamentos, os testes clínicos, as etapas de fabricação, o controle de qualidade e as licenças do Tecpar e da parceira Sinovac.
Meta de 7 milhões de doses em 2027
Quando o registro for aprovado, o Tecpar programará o primeiro fornecimento ao Ministério da Saúde. A previsão do instituto é entregar 7 milhões de doses em 2027. Trata-se de uma previsão, que depende da conclusão da análise da Anvisa.
Em 2025, o Tecpar foi selecionado como único laboratório público fornecedor de vacinas contra varicela e contra raiva humana para o Ministério da Saúde. O abastecimento ocorre pela parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).
Nesta etapa, o produto finalizado, com embalagem e marca do Tecpar, será importado da China. Como o registro será feito em nome do instituto, ele será o responsável pela liberação do lote no Brasil. Ao chegar, a vacina passará por verificações de temperatura e qualidade antes de seguir ao Ministério da Saúde.
O Tecpar e a Sinovac já assinaram acordos de qualidade e iniciaram a discussão do contrato de fornecimento, cuja primeira minuta está em avaliação.
Fábrica em Maringá
O objetivo da parceria é a transferência de tecnologia, para que a produção ocorra futuramente no Brasil. A fábrica prevista para as vacinas contra varicela e raiva humana está em construção no Parque Tecnológico Industrial da Saúde, em Maringá. Segundo a AEN, a obra de infraestrutura alcançou 65% de execução, com expectativa de conclusão até o fim de 2026.
Como é a vacinação hoje
A varicela é uma infecção viral altamente contagiosa. Os sintomas incluem manchas vermelhas, bolhas na pele, coceira, febre e mal-estar. A transmissão ocorre por tosse, espirros ou contato com o líquido das bolhas. Em crianças costuma ser mais leve, mas pode ser grave em adultos, gestantes e pessoas com imunidade baixa.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou média de 11.515 casos por ano entre 2017 e 2026.
Atualmente, a prevenção ocorre pela vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela e integra o Calendário Nacional de Vacinação. A vacina isolada contra a varicela usada no país é fabricada por laboratórios estrangeiros e importada. Quem tem dúvida sobre a situação vacinal deve procurar a unidade básica de saúde do município.
As informações constam do comunicado da AEN sobre o pedido de registro.


