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Simepar detalha tipos de nuvens que podem indicar tempestades e riscos meteorológicos

A equipe do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, explica que as nuvens com maior desenvolvimento vertical apresentam mais potencial para tempestades. Estas nuvens formam enormes torres que se estendem das bases até altas altitudes. A população paranaense, mais atenta ao céu em períodos de tempestades severas, passou a observar e questionar mais sobre os tipos de nuvens.

O Atlas Internacional de Nuvens, publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e adotado pelo Simepar, classifica as nuvens em dez gêneros principais, que se subdividem em catorze espécies, nove variedades, além de contarem com características suplementares e classificações especiais. Estima-se que as combinações possíveis ultrapassem cem tipos. Embora a identificação exata das nuvens seja desafiadora devido às transições e formas híbridas, algumas possuem características bem definidas.

**NUVENS BAIXAS**

Entre as nuvens baixas, as Cumulus são as mais comuns. “São formações típicas de dias quentes, úmidos e com bastante sol, caracterizadas por sua aparência fofa e semelhante a bolas de algodão. Elas geralmente se formam cerca de um quilômetro acima do solo e não apresentam grande desenvolvimento vertical. O ar próximo à superfície sobe e forma as nuvens. Em condições de instabilidade atmosférica, as Cumulus podem evoluir para formações maiores, expandindo-se principalmente na vertical”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar.

As nuvens Stratus são horizontais, cobrindo o céu de maneira uniforme, como um manto cinzento. Elas não possuem bordas bem definidas e criam uma aparência opaca. “São mais comuns em dias frios e úmidos ou durante a manhã. Normalmente, desenvolvem-se em altitudes inferiores a dois quilômetros, formadas quando o ar quente e úmido se desloca sobre uma superfície mais fria, resfriando-se até atingir o ponto de saturação. Frequentemente, indicam neblina ou chuviscos leves, sem precipitação significativa”, afirma Júlia.

Já as nuvens Stratocumulus, formadas entre um e dois quilômetros de altitude, cobrem grandes áreas do céu com textura em blocos ou ondulações que alternam entre tons de branco e cinza. “Elas geralmente aparecem em dias frescos e úmidos, quando o ar próximo à superfície sobe e mistura-se com camadas mais frias da atmosfera. Essas nuvens estão associadas a condições de tempo estáveis ou de transição e podem trazer chuviscos leves”, ressalta Júlia.

As Nimbostratus são nuvens densas e espessas que cobrem o céu de maneira uniforme, bloqueando quase completamente a luz solar. Associadas a sistemas meteorológicos de larga escala, essas nuvens, que se formam entre um e três quilômetros de altitude, estão relacionadas à ocorrência de chuvas contínuas ou neve moderada.

**NUVENS MÉDIAS**

Com altitudes variando de dois a sete quilômetros, as nuvens Altocumulus apresentam pequenos aglomerados ou ondulações em tons brancos e cinza, parecendo flocos ou placas arredondadas. “Elas são associadas a umidade moderada e movimentos ascendentes de ar e costumam ser translúcidas, permitindo visualizar a posição do Sol. Também podem indicar mudanças no tempo, como frente fria ou baixa pressão”, diz Júlia.

As Altostratus, também localizadas em altitudes médias, têm aspecto mais uniforme e costumam cobrir grande parte do céu em tons de cinza ou azul-acinzentado. “Essa camada translúcida permite que o Sol ou a Lua sejam vistos como discos foscos, sem brilho, e geralmente indicam a aproximação de chuvas ou neve leve a moderada”, complementa Júlia.

**NUVENS ALTAS**

As Cirrus, formadas acima de seis quilômetros e compostas por cristais de gelo, são leves, fibrosas e brancas. “Essas nuvens, delicadas e translúcidas, frequentemente indicam a aproximação de sistemas de baixa pressão, podendo sinalizar chuvas nas próximas 24 a 48 horas, especialmente se sua quantidade aumentar”, detalha Júlia.

Outras nuvens altas incluem as Cirrocumulus, que apresentam um padrão organizado em pequenos flocos ou grânulos brancos brilhantes, e as Cirrostratus, caracterizadas por sua uniformidade e pela formação de halos ao redor do Sol ou da Lua. Ambas podem indicar mudanças climáticas iminentes.

**NUVENS DE DESENVOLVIMENTO VERTICAL**

As Cumulonimbus, as maiores e mais imponentes, possuem formações verticais que atingem alturas acima de 12 quilômetros. “Com uma base escura e o topo em forma de bigorna, essas nuvens são associadas a tempestades severas, incluindo chuvas fortes, raios, granizo e, em alguns casos, tornados. São fáceis de reconhecer, parecendo uma torre gigante de algodão-doce”, explica Júlia.

**NUVENS ESPECIAIS**

Nuvens especiais incluem as Mammatus, com formato de protuberâncias na base, frequentemente associadas a tempestades severas, indicando turbulência intensa. As Lenticulares, em forma de lente ou disco, são comuns próximas a montanhas e representam risco à aviação. Já as nuvens Pileus, com aparência de véu no topo de nuvens ascendentes, indicam forte convecção e desenvolvimento potencial de tempestades.

Para os interessados em mais detalhes, o Atlas completo da Organização Meteorológica Mundial está disponível em https://cloudatlas.wmo.int/.

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