Curitiba, Pinhais, Porecatu, Maringá, Matinhos, Campo Mourão e Londrina alcançaram a classificação máxima em saneamento no ranking elaborado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). O estudo avaliou dados de 2.558 municípios, representando cerca de 80% da população brasileira. De todas as capitais analisadas, apenas Curitiba integrou a categoria mais alta, denominada “Rumo à Universalização”.
O levantamento considerou abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além da destinação de resíduos sólidos. Com notas variando de 0 a 500, as cidades foram classificadas em quatro categorias: Rumo à Universalização (mais alta), Compromisso com a Universalização, Empenho para Universalização e Primeiros Passos para a Universalização (mais baixa). No Paraná, nenhuma cidade foi incluída no nível mais baixo.
De acordo com Wilson Bley, diretor-presidente da Sanepar, o estado está acelerando os esforços para universalizar os serviços de saneamento. “Não estamos correndo para chegar em 2033, estamos trabalhando para antecipar essa entrega para 2029. O objetivo é garantir que o saneamento seja a base sólida para o desenvolvimento econômico de todo o Paraná”, enfatizou. A estratégia, segundo ele, inclui a organização do estado em microrregiões, o uso do subsídio cruzado para equilibrar investimentos em municípios grandes e pequenos, e parcerias público-privadas (PPPs). “Estruturamos nossas parcerias para ganhar velocidade, enquanto mantemos a inteligência estratégica e a garantia social do serviço”, complementou.
Curitiba lidera o ranking nacional isoladamente entre as capitais, mantendo 100% de cobertura de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Entre 2015 e 2024, a capital recebeu R$ 2,33 bilhões em investimentos da Sanepar, 70,7% desses recursos destinados exclusivamente a obras de água e esgoto. Projetos futuros preveem mais R$ 2,5 bilhões em aportes até 2030.
Além da capital, o Paraná conseguiu um destaque raro no nível nacional: a padronização e a descentralização da qualidade dos serviços. Entre os municípios, sete administrados pela Sanepar foram classificados na categoria máxima, e Jussara também alcançou este nível. No segundo nível, 43 cidades obtiveram pontuação entre 489 e 450, e outras 175 aparecem no terceiro nível, com notas de 449,99 a 200.
Os investimentos contínuos no setor consolidam o Paraná como referência em saneamento. Atualmente, todas as áreas urbanas sob concessão da Sanepar contam com 100% de cobertura de água tratada. No esgotamento sanitário, o índice de atendimento urbano atingiu 82,6%, com garantia de tratamento integral de todo o esgoto coletado. O Marco Legal do Saneamento estabelece como meta nacional a universalização do acesso até 2033, mas o Paraná pretende alcançar esses índices até 2029.
Para garantir a meta antecipada, a Sanepar aprovou um plano plurianual (2026-2030) com o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 13,077 bilhões. “Nosso plano de investimentos para 2026-2030 é a materialização da nossa visão de que saneamento não é custo, é um investimento social e ambiental que gera retornos inestimáveis”, afirmou Wilson Bley. “Cada real aplicado em água limpa e coleta de esgoto se converte em menos leitos hospitalares ocupados e um meio ambiente mais resiliente. É um ciclo virtuoso de saúde, dignidade e desenvolvimento sustentável para o Paraná”, concluiu.









