O número de estudantes identificados com altas habilidades ou superdotação na rede estadual do Paraná passou de 1.300 em 2021 para quase 12 mil em 2023. Esse crescimento ocorreu após a implementação de um protocolo específico para identificar esses alunos, além de oferecer acompanhamento pedagógico alinhado às habilidades de cada um.
A identificação pode ser iniciada com a observação de professores, por solicitação da família ou até pelo próprio estudante. Segundo Maíra de Oliveira, chefe do Departamento de Educação Inclusiva da Secretaria de Estado da Educação, o aumento nos registros está diretamente relacionado à preparação das escolas para reconhecer diferentes tipos de potencialidades.
Após serem identificados, os alunos permanecem nas turmas regulares, mas podem receber atividades com maior grau de desafio e aprofundamento nas áreas em que demonstram maior facilidade. Atualmente, a rede estadual conta com 16 escolas de referência espalhadas por dez municípios e 315 salas de recursos multifuncionais, distribuídas entre 165 escolas em 93 cidades. Além disso, o atendimento é realizado em escolas de tempo integral e nas Turmas Paraná Mais.
Claudia Camargo Saldanha, coordenadora pedagógica de Educação Especial, destaca que as altas habilidades não se refletem necessariamente em notas altas em todas as disciplinas. O desempenho acima da média pode ser observado em áreas específicas, como matemática, linguagens, artes, criatividade, liderança ou raciocínio lógico. O objetivo do atendimento especializado é identificar esses talentos e oferecer condições adequadas para que cada estudante desenvolva plenamente seu potencial.








