Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que, entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 1.051 casos suspeitos de leptospirose no Paraná, com 210 confirmações. Com as recentes inundações, o ambiente afetado torna-se propício para a disseminação e a persistência da bactéria, aumentando o risco de surtos. Mesmo a lama acumulada em móveis, veículos ou dentro das residências pode estar contaminada, representando perigo à saúde, especialmente durante a limpeza.
A principal orientação é evitar qualquer contato direto com a água de enchentes ou alagamentos. Caso isso não seja possível, a recomendação é utilizar botas, luvas impermeáveis ou até mesmo sacos plásticos improvisados para as mãos e os pés. A leptospirose é causada pelo contato direto ou indireto com a bactéria Leptospira, presente na urina de animais, principalmente ratos. A contaminação ocorre quando a bactéria penetra no organismo humano por lesões na pele, mucosas dos olhos, nariz e boca, ou pela imersão do corpo por longos períodos em águas contaminadas.
A doença apresenta sintomas como febre alta, vômitos e diarreia e, nos casos graves, possui letalidade de até 40%, segundo o Ministério da Saúde (MS). Por isso, a Sesa reforça a necessidade de evitar o contato com águas contaminadas, proteger crianças e manter a área ao redor das residências limpa para minimizar riscos.
Os sintomas da leptospirose aparecem geralmente entre cinco a 14 dias após a exposição, podendo se manifestar até 30 dias. Febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas (sobretudo nas panturrilhas), dor nas articulações, náuseas, vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados) e diarreia são sinais de alerta. Em caso de confirmação de exposição a áreas alagadas e surgimento desses sintomas, é essencial procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para diagnóstico e tratamento, que inclui o uso de antibióticos e, em casos graves, internação e administração intravenosa de remédios.
Confira algumas ações para prevenir a doença:
- Evite o contato com água ou lama de enchentes e alagamentos.
- Mantenha o lixo doméstico acondicionado em sacos e descarte nos horários indicados para coleta.
- Limpe quintais e áreas ao redor da residência, evitando acúmulo de entulhos ou objetos que possam atrair roedores.
- Armazene alimentos em recipientes bem vedados.
- Consuma apenas água tratada e mantenha caixas-d’água higienizadas e tampadas.
- Caso tenha contato com água de enchente, lave o corpo com água e sabão o mais rápido possível.
Prevenção e atenção aos sintomas são fundamentais para evitar complicações da leptospirose, sobretudo em períodos de intempéries, quando o aparecimento da doença é mais comum.







