A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou nesta terça-feira (5) a Calculadora de Janela Imunológica do Sarampo, uma ferramenta digital desenvolvida para auxiliar viajantes na prevenção contra a doença. Disponível no site Saúde do Viajante, a plataforma permite verificar se há tempo suficiente para que a vacina contra o sarampo tenha efeito antes de viajar, promovendo maior segurança durante o trajeto.
Embora o Paraná não registre casos confirmados de sarampo desde 2020, a Sesa mantém o alerta devido ao aumento da circulação do vírus em outras partes do Brasil e em países vizinhos. Em 2023, houve confirmações de sarampo em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambos casos importados do Exterior.
A ferramenta é fácil de usar. Ao informar a data da viagem, o sistema calcula o período necessário para a resposta imunológica, que ocorre cerca de 15 dias após a aplicação da vacina. Caso o prazo seja adequado, o sistema recomenda procurar a unidade de saúde mais próxima com a carteirinha de vacinação. Nos casos em que o tempo para a viagem é insuficiente, os alertas enfatizam a urgência da vacinação, que deve ocorrer o mais breve possível, mesmo no dia do embarque. Nesta situação, a Secretaria orienta medidas adicionais, como o uso de máscaras e álcool em gel.
O secretário estadual de Saúde, César Neves, destacou a importância da tecnologia na prevenção do sarampo e outras doenças. “A manutenção das altas coberturas vacinais é fundamental para impedir o retorno de doenças já controladas. Precisamos garantir que crianças, jovens e adultos estejam com as doses em dia. Vacinar é um ato de responsabilidade coletiva”, enfatizou.
Já a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, reforçou o papel central da vacinação na contenção do sarampo. “A vacina é segura, gratuita e a nossa principal arma de prevenção. É essencial que as pessoas compreendam que, ao se vacinarem antes de uma viagem, elas não estão apenas se protegendo, mas impedindo que a doença seja trazida para suas famílias e comunidades”, explicou.
No Paraná, neste ano, foram notificados 42 casos suspeitos, dos quais 40 já foram descartados e 2 permanecem em investigação. No cenário nacional, até a 10ª semana epidemiológica de 2023, foram registrados 232 casos suspeitos, com 2 confirmados: uma criança de 6 meses, de São Paulo, que esteve na Bolívia, e uma jovem de 22 anos, do Rio de Janeiro, ambas não vacinadas.
Tatiane Dombroski, coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) do Paraná, ressaltou a importância da vacinação no contexto das viagens internacionais. “O sarampo circula em países vizinhos, como Bolívia, Argentina e Paraguai, além dos países-sede da Copa do Mundo 2026. É uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar, e que pode evoluir para casos graves e óbito. Nossa orientação é que o viajante seja um agente da sua saúde e verifique a situação vacinal antes de sair de casa.”
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível de forma gratuita em todas as unidades de saúde do SUS. O Ministério da Saúde busca atingir 95% de cobertura vacinal, mas no Paraná os percentuais entre crianças menores de 2 anos estão em 93,84% para a 1ª dose e 83,80% para a 2ª dose.
Os sintomas do sarampo incluem febre alta, exantema (manchas avermelhadas na pele), tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentarem esses sinais após uma viagem devem procurar um serviço de saúde imediatamente e evitar contato com outras pessoas.
Veja as orientações para vacinação:
- Dose Zero: para bebês de 6 meses a 1 ano viajando para Canadá, México ou Estados Unidos;
- 12 meses: primeira dose do calendário regular;
- 15 meses: segunda dose (conclui o esquema infantil);
- 1 a 29 anos: duas doses comprovadas;
- 30 a 59 anos: ao menos uma dose;
- Profissionais da Saúde: duas doses, independentemente da idade.









