A mulher de 38 anos que se passou por uma criança de 12 anos, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A pena imposta foi de um ano e meio de reclusão, além de quatro meses de detenção, inicialmente em regime semiaberto. O processo está tramitando em segredo de justiça. A sentença determinou a manutenção da prisão preventiva e negou à ré o direito de recorrer em liberdade.
A acusada utilizou uma identidade fictícia para ser acolhida por uma família na cidade, onde viveu durante mais de um ano sendo tratada como filha. Nesse período, recebeu benefícios como moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados. Segundo a Justiça, a mulher “agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro e obter benefícios materiais em razão da identidade fictícia criada e sustentada ao longo do tempo”.
De acordo com a denúncia, a ré inicialmente se apresentou como adulta, mas depois afirmou ser adolescente. Com a identidade falsa, aproximou-se da família relatando situações de vulnerabilidade, como históricos de abuso, abandono e problemas de saúde. Documentos, um laudo pericial realizado em aparelho celular e depoimentos das vítimas e testemunhas comprovaram a autoria do crime.
Durante o curso da investigação, a mulher confessou ter utilizado nome e idade falsos. A Justiça também destacou a repercussão social do caso e os impactos emocionais e familiares gerados pela situação, especialmente devido ao vínculo desenvolvido entre a ré e a família ao longo do convívio de mais de um ano.







