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Mulher acusada de se passar por criança teria enganado grupo de oração em Colombo

A Polícia Civil do Paraná decidiu reabrir uma investigação relacionada a uma mulher de 37 anos, acusada de enganar várias pessoas ao se passar por uma criança. A decisão foi motivada por relatos de integrantes de um grupo de oração de Colombo, que identificaram a suspeita, recentemente presa em Santa Catarina, como a mesma que teria praticado golpes contra eles anos atrás.

De acordo com os integrantes do grupo, a mulher entrou em contato durante a pandemia, afirmando ser uma menina de 13 anos com câncer em estágio terminal. Durante cerca de dez meses, compartilhou histórias de sofrimento, incluindo abandono, problemas de saúde e perdas familiares. Essas declarações sensibilizaram os participantes, que passaram a oferecer apoio emocional e financeiro à suposta adolescente.

No período, a mulher conseguiu estabelecer fortes vínculos com os membros do grupo. Uma das vítimas aceitou o papel de madrinha da suposta menina, construindo uma relação próxima que foi comparada à de mãe e filha. A confiança foi tamanha que uma das integrantes chegou a tatuar no pulso o nome usado pela adolescente.

As suspeitas começaram a surgir quando a mulher passou a pedir dinheiro ao grupo. Alguns membros decidiram checar as informações fornecidas por ela e descobriram que não havia registros das internações e tratamentos médicos citados. A farsa foi confirmada durante uma videochamada, quando perceberam que a pessoa apresentada como uma parente da adolescente era, na verdade, a própria mulher fingindo ser a menina.

Apesar de um boletim de ocorrência ter sido registrado em 2022, a investigação não avançou na época devido à insuficiência de provas que permitissem identificar a autora. No entanto, a prisão da suspeita em Santa Catarina e novas informações permitiram que a polícia retomasse as apurações. Agora, será feito o reconhecimento formal da mulher pelas vítimas do Paraná, e as investigações serão aprofundadas.

Segundo depoimentos prestados às autoridades catarinenses, a acusada teria confessado a prática de golpes semelhantes em outros estados do Brasil. As vítimas esperam que a reabertura do caso contribua para esclarecer os fatos e responsabilizar a suspeita pelos danos financeiros e emocionais causados a todos os envolvidos.

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