O Ministério Público do Paraná (MPPR) obteve decisão liminar da Justiça determinando que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) adote medidas para garantir o fornecimento adequado de energia elétrica em Bocaiúva do Sul. A medida é resultado de ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça da comarca após a constatação de diversas falhas na prestação do serviço.
Segundo o promotor de Justiça Rafael Pereira, as irregularidades vêm sendo registradas desde 2025 e têm causado prejuízos à população. De acordo com ele, as quedas e oscilações no fornecimento ocorrem inclusive em condições climáticas normais, comprometendo serviços públicos essenciais, como unidades de saúde e instituições de ensino.
A decisão judicial estabelece prazo de 90 dias para que a Copel apresente um plano de ação detalhado, com cronograma de investimentos, manutenção e reparos na rede elétrica local. A execução das melhorias deverá ocorrer em até 12 meses.
No mérito da ação, o Ministério Público pede ainda a modernização global da rede elétrica no município e o pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. A Promotoria também mantém procedimento para apurar problemas semelhantes no fornecimento de energia em Adrianópolis e Tunas do Paraná.
Protestos em Colombo
A insatisfação com os serviços da Copel não se limita a Bocaiúva do Sul. Em Colombo, moradores da região da Colônia Faria também demonstram indignação com o fornecimento de energia elétrica. Em diversos pontos da localidade, foram espalhadas faixas pedindo providências e criticando a atuação da concessionária, relatando quedas constantes de energia e prejuízos à população.









