O mês de maio marca a transição do outono para as condições climáticas de inverno no Paraná, com geadas, frentes frias e quedas de temperatura se tornando mais frequentes. Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), uma maior incidência de massas de ar frio está prevista para o mês. O serviço Alerta Geadas, promovido pelo Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), será ativado a partir da próxima segunda-feira (04).
Nos primeiros 15 dias de maio, as condições climáticas serão dinâmicas, com destaque para duas frentes frias. “Na primeira metade do mês, o tempo será mais dinâmico, com a passagem de duas frentes frias pelo Paraná. A primeira está prevista entre os dias 2 e 3 de maio. Será uma passagem rápida, com efeitos mais perceptíveis na região Leste do estado, incluindo uma leve queda nas temperaturas”, explicou Marco Jusevicius, coordenador de Operações do Simepar. O especialista também esclareceu que a passagem da frente fria não implica necessariamente em frio imediato, mas sim em chuvas seguidas de quedas de temperatura, que ocorrerão entre os dias 7 e 8 de maio com o avanço de uma massa de ar frio.
A segunda frente fria deve ser mais significativa e abrangente, trazendo um evento de frio intenso entre 9 e 12 de maio devido à atuação de uma massa de ar polar. “A segunda frente fria deve trazer o primeiro evento de frio mais abrangente do mês. Há risco de geadas mais significativas, principalmente na metade sul do estado. O período mais intenso de frio deve ocorrer entre os dias 9 e 12 de maio”, afirmou Marco. Após essa segunda onda de ar polar, o padrão do tempo deverá se tornar mais estável, com elevação gradual das temperaturas e menor probabilidade de chuvas expressivas no estado.
Em relação aos volumes históricos de chuva no Paraná durante maio, as cidades próximas a Cascavel, Pinhão, Pato Branco e Borrazópolis costumam registrar acumulados entre 200 mm e 225 mm. No Oeste e Sudoeste, os índices ficam entre 150 mm e 200 mm. Já no Noroeste, Centro-Sul e Litoral, os valores históricos variam entre 125 mm e 150 mm, enquanto na região ao redor de Curitiba, Norte e Norte Pioneiro, os acumulados ficam entre 100 mm e 125 mm. Os menores volumes são registrados nas áreas próximas a Cambará, Jacarezinho, Cerro Azul e Doutor Ulisses, com acumulados entre 75 mm e 100 mm.
As temperaturas máximas médias em maio variam conforme a região. Entre Palmas e Bituruna, os valores ficam entre 18°C e 20°C; no Centro-Sul e na parte oeste de Curitiba, entre 20°C e 22°C. Em regiões costeiras ou do Norte do estado, as máximas variam de 24°C a 26°C, enquanto nas áreas mais quentes, como Diamante do Norte, Marilena, Cambará e Jacarezinho, os termômetros apontam entre 26°C e 28°C. Já as temperaturas mínimas, registradas na madrugada ou amanhecer, são mais baixas entre Palmas e Bituruna, com valores entre 8°C e 10°C. No Sudoeste, Centro-Sul e até o Oeste de Curitiba, as mínimas ficam entre 10°C e 12°C, enquanto no Litoral, Norte e Noroeste, os valores sobem, com médias entre 14°C e 16°C. A temperatura média diária é mais baixa em Curitiba e no Centro-Sul, entre 12°C e 14°C, e mais alta nas cidades do extremo Noroeste, como Querência do Norte e Porto Rico, com valores entre 20°C e 22°C.
O Alerta Geadas inicia sua 32ª edição com monitoramento diário realizado por pesquisadores do Simepar e IDR-Paraná. Este serviço, criado inicialmente para proteger os cafezais recém-plantados, hoje atende diversas atividades agropecuárias e setores econômicos. Segundo Marco Jusevicius, “a geada é um fenômeno típico desta época do ano mais fria, principalmente nos estados do Sul do Brasil. Ela ocorre principalmente em situações de conjunção de uma massa de ar polar atuando sobre a região, céu mais aberto, sem a presença de nuvens e com a velocidade do vento muito fraca”.
Durante o período de operação, os pesquisadores divulgam boletins e alertas sobre a evolução das massas de ar polar. Em 2025, foram emitidos 137 boletins diários e 39 alertas geadas, sendo 37 para o Sul do estado e dois para a região Norte/Noroeste. O fenômeno, caracterizado pela formação de cristais de gelo sobre superfícies devido à perda de calor, é amplamente acompanhado para minimizar perdas em atividades como agricultura, pecuária e turismo.









