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Jovem de Londrina perde movimentos após acidente em montanha-russa no Hopi Hari

A jovem Júlia Bossoni, natural de Londrina, no Paraná, perdeu os movimentos após andar em uma montanha-russa no Hopi Hari, parque em Vinhedo, São Paulo. O caso, ocorrido em abril deste ano, foi revelado no último domingo (20) pelo programa Fantástico, da Rede Globo.

Júlia, que estava acompanhada do marido, conseguiu ser uma das primeiras na fila da Montezum, maior montanha-russa de madeira da América Latina. Na primeira vez, o passeio aconteceu sem anormalidades. Porém, ao final do dia, o casal decidiu retornar à atração, utilizando um passe VIP de acesso à montanha-russa.

Durante o segundo passeio, Júlia Bossoni sofreu um traumatismo cranioencefálico nos primeiros minutos. Imagens exibidas pelo Fantástico mostram a jovem e o marido entrando no brinquedo e, dois minutos depois, retornando à estação com Júlia desacordada. Ela foi encaminhada em estado grave à Santa Casa de Vinhedo, onde exames confirmaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral. Uma cirurgia de emergência foi realizada.

De acordo com o laudo médico, o traumatismo foi causado por um mecanismo de contragolpe ocorrido no percurso da montanha-russa. Após o acidente, Júlia perdeu todos os movimentos do lado esquerdo do corpo, além de enfrentar dificuldades de fala e de memória. Cinco meses após o acidente, ela já passou por sete cirurgias e segue buscando a recuperação parcial dos movimentos.

O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que solicitou a realização de uma perícia na montanha-russa envolvida no acidente.

Em nota, a assessoria do Hopi Hari informou que a atração cumpre todas as normas de segurança e que prestou assistência à família da vítima. Segundo a nota:

“O Hopi Hari esclarece ainda que a visitante do Paraná acessou a atração por duas vezes no mesmo dia de sua visita ao parque, conforme imagens anexadas. A primeira ida à Montezum ocorreu às 11h da manhã e a segunda, cerca de cinco horas depois, por volta de 16h30 do mesmo dia. O episódio envolvendo a jovem paranaense ocorreu em sua segunda passagem pela atração, quando apresentou um quadro de convulsão e recebeu pronto atendimento das equipes do parque, seguindo todos os protocolos de segurança. A providência inicial foi prestar os primeiros socorros no ambulatório do parque. A visitante foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada até apresentar condições de retorno à sua cidade. A direção do parque acompanhou de perto o tratamento prestado, sempre em contato com os familiares, custeando as despesas durante a permanência em Vinhedo. Vale ressaltar que o departamento jurídico do Hopi Hari também manteve contato com os familiares da visitante paranaense para o suporte necessário durante todo o processo de atendimento da paciente em seu tratamento. O corpo jurídico, assim como a direção do parque, seguem à disposição da família da visitante. Importante destacar também que o Hopi Hari dispõe de um seguro que foi franqueado à família. O Hopi Hari segue investindo em normas, procedimentos e treinamentos visando a segurança das atrações do parque que, nos últimos 5 anos, já recebeu mais de 5,5 milhões de visitantes”.

O caso permanece sob investigação pelas autoridades competentes.

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