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Hidrômetros da Sanepar têm tecnologia resistente, mas cuidados permanecem essenciais

Silencioso, em um canto do muro. Muitas vezes os moradores dos imóveis nem se lembram que têm ali um equipamento tão importante sob a sua guarda. O hidrômetro ou relógio, como é popularmente chamado, é o instrumento pelo qual as companhias de saneamento medem o consumo de água de cada cliente. Ao aderir ao serviço de abastecimento, o titular da conta, proprietário ou inquilino, assume a responsabilidade de cuidar do equipamento garantindo acesso para técnicos da companhia ou terceiros vistoriá-lo para a checagem do seu funcionamento e leitura mensal do volume consumido.

O superintendente-geral Comercial da Sanepar, Sergio Portela, afirma que a tecnologia embarcada nos hidrômetros os tornou mais leves e resistentes e, por isso, já não se emitem alertas de proteção dos equipamentos no inverno, por exemplo. “Já não registramos mais tanto frio no Paraná e, também, a tecnologia utilizada na fabricação dos hidrômetros não exige maior proteção do que aquilo que é habitual. Não orientamos mais a cobertura do equipamento com caixa de papelão como antigamente, mas reiteramos o pedido para manter a atenção com a ligação. E isso vale para o ano inteiro”, disse.

Portela lembra que os cuidados começam com o cavalete, que é formado por tubulações, registro e o próprio medidor. Este conjunto conecta as instalações hidráulicas internas do imóvel à rede de distribuição de água da rua. Não deve estar na passagem de veículos e nem na área de lazer das crianças, onde há o risco de danos.

O hidrômetro é composto por uma carcaça, engrenagens internas e um visor (ou cúpula). A parte externa, que é feita tradicionalmente de liga de metais, conta cada vez mais com plástico de engenharia de alta resistência, sem valor comercial de revenda para reciclagem. A turbina, também de plástico tecnológico, como o poliestireno ou poliacetal, é leve e não corrosiva. A cúpula é feita de vidro temperado, projetado para suportar pressões e variações climáticas sem embaçar ou quebrar facilmente. O material não estilhaça no caso de tentativa de violação.

Portela observa que, apesar de o equipamento ter baixo valor de mercado por conter poucas peças de metal e mais plásticos, ele ainda é alvo de furtos ou vandalismo. “Embora as ocorrências sejam cada vez mais escassas, as ligações sofrem danos, especialmente por ação de vândalos. Neste caso, além do gasto do serviço com a troca do equipamento, temos ali uma fonte de perda de água”, afirma. “Mesmo quando o hidrômetro está instalado na calçada, por conveniência do cliente ou da própria Sanepar, cabe ao cidadão zelar pela ligação e nos avisar de quaisquer situações adversas para agirmos o mais rápido possível”, acrescenta.

A Sanepar detém um parque de 3 milhões e meio de hidrômetros em todo o Paraná, ou seja, equipamentos instalados e em funcionamento para o fornecimento de água tratada. Seguindo normas técnicas metrológicas, a companhia mantém programas de substituição preventiva e gratuita dos equipamentos. Isso ocorre por indicação do próprio fabricante, normalmente a cada cinco anos, dependendo da classe do medidor – a classe tem a ver com a capacidade de aferição volumétrica, dependendo do consumo do cliente, desde a menor residência, passando por condomínios e grandes demandas industriais. Com o tempo, o equipamento sofre desgaste natural pelo uso e a sua substituição visa a correta medição do consumo. Da mesma forma, são feitas trocas corretivas, sempre que a equipe de campo verifica algo errado com o medidor, como o visor quebrado ou embaçado, por exemplo.

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