Rascunho automático
WhatsApp
Facebook
Ciclone bomba pode se formar entre Uruguai e Rio Grande do Sul e causar temporais

A formação de um sistema de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai, a partir desta quinta-feira (6), pode resultar em um ciclone extratropical com intensidade elevada, conhecido como ciclone bomba. Segundo o astrônomo Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, esse fenômeno ocorre devido ao encontro de uma massa de ar muito fria com outra de ar quente, gerando uma rápida queda na pressão atmosférica.

“Para ser considerado um ciclone bomba – ou ciclogênese explosiva, termo científico do fenômeno –, essa queda na pressão precisa ser de, no mínimo, 24 hPa (milibares) em 24 horas”, explicou Cecchini. A previsão é de que o processo aconteça na região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, onde a diferença de temperatura é mais intensa, favorecendo a formação de tempestades severas na divisa entre as duas massas de ar.

As consequências esperadas incluem tempestades intensas com descargas elétricas e possibilidade de granizo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão for confirmada, os efeitos do ciclone devem começar a partir desta sexta-feira e se estender até sábado (8). As imagens de satélite indicam que os ventos mais fortes ocorrerão principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade acima de 100 km/h. Já na faixa costeira do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as rajadas podem exceder os 60 km/h.

À medida que o ciclone se deslocar em direção ao Oceano Atlântico, no sentido sudeste, e se afastar do litoral brasileiro, uma frente fria associada ao fenômeno deve avançar pela Argentina e o Sul do Brasil. Este movimento trará uma massa de ar frio que provocará a queda significativa de temperaturas na região.

WhatsApp
Facebook

Publicações relacionadas

Compartilhe
WhatsApp
Facebook