O primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, pode ser afetado por chuvas em grande parte do estado do Paraná. Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as chuvas devem começar já no sábado (3), véspera do pleito, e se estender por boa parte do território estadual.
Na última sexta-feira (25), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, reuniu-se com a diretora-executiva do Simepar, Vanessa D’Ávila, o diretor-geral do TRE-PR, Valcir Mombach, e o Major Anderson Gomes das Neves, do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) da Defesa Civil do Paraná. O encontro, realizado na sede do Simepar em Curitiba, marcou o lançamento do sistema “Alertas Meteorológicos em Período Eleitoral”.
O novo sistema inclui o mapeamento de 154 municípios que sediam Fóruns Eleitorais no estado, além da identificação de locais de votação que possam ser afetados por temporais classificados em alertas vermelho ou amarelo. Essa ferramenta permite a antecipação de ocorrências envolvendo chuvas, raios e tempestades. A partir desta segunda-feira (28), o Simepar também enviará boletins diários com informações sobre as condições meteorológicas, que poderão embasar eventuais remanejamentos de locais de votação, como já ocorreu em União da Vitória.
O desembargador Luciano Carrasco destacou a articulação entre as instituições para minimizar os impactos das condições climáticas. “O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a Polícia Militar, o Simepar e a Defesa Civil estão preparados para atuar nesta eleição. Tudo correrá bem porque estamos estruturados para que qualquer contingência com relação a locais de votação por conta de alagamentos, de condições climáticas, seja prontamente resolvida”, afirmou.
Vanessa D’Ávila, do Simepar, explicou que a instabilidade climática prevista está diretamente relacionada ao fenômeno El Niño, que, segundo ela, “está próximo de seu pico de intensidade”. Ela acrescentou que “nesse cenário, o monitoramento das condições atmosféricas voltado especificamente para as áreas de votação se torna indispensável na garantia da segurança da população”.







