Entre terça-feira (7) e quarta-feira (8), o estado do Paraná estará sob quatro alertas amarelos de perigo potencial emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esses avisos envolvem queda acentuada de temperatura, geadas, chuvas intensas e baixa umidade relativa do ar, variando de acordo com a região. A mudança climática está associada à passagem de uma frente fria vinculada a um ciclone extratropical na altura da Argentina. Posteriormente, uma nova massa de ar frio avança sobre o Sul do Brasil, provocando quedas nas temperaturas e condições favoráveis à formação de geadas, especialmente nas regiões Sul e Centro-Sul do Paraná.
Na terça-feira, o Inmet prevê queda de até 5 ºC nas temperaturas em relação à segunda-feira (6). Este alerta abrange uma faixa que se estende de Palotina a São Mateus do Sul, incluindo cidades como Guarapuava e Laranjeiras do Sul. Já na região do Litoral, o destaque recai sobre o alerta para chuvas intensas. Em municípios como Matinhos, Paranaguá e Morretes, a previsão aponta para acumulados de chuva de até 50 milímetros por dia, além de ventos que podem variar entre 40 e 60 km/h. A partir de quarta-feira, a chuva enfraquece e o frio predomina em quase todo o estado.
As primeiras geadas podem ocorrer já na madrugada de segunda-feira (6). Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), prevê-se geadas moderadas entre Palmas e União da Vitória, enquanto áreas até Pato Branco apresentam chances de geadas fracas. Na quarta-feira, aproximadamente 150 municípios paranaenses estarão sob alerta amarelo para geadas. Desde o Sudoeste até os Campos Gerais, as mínimas podem cair abaixo dos 3 ºC, com maior probabilidade de geadas na metade sul do estado. Apesar da redução das instabilidades a partir de quarta-feira, as temperaturas permanecerão baixas em grande parte do território paranaense devido à massa de ar frio.
Além disso, o Inmet emitiu um alerta para baixa umidade relativa do ar em áreas como Noroeste, Centro-Oeste, Campos Gerais e parte da Região Metropolitana de Curitiba. Nessas regiões, os índices de umidade podem oscilar entre 20% e 30%, níveis que exigem atenção em relação à saúde. Embora o risco de incêndios florestais seja considerado baixo, a situação demanda cuidados com o ambiente e as condições climáticas.








