Maio de 2026 apresentou chuvas dentro ou acima da média na maioria das estações meteorológicas monitoradas pelo Simepar. Além disso, as temperaturas médias ficaram dentro ou abaixo da média histórica, reflexo das menores temperaturas máximas registradas, causadas por dias de céu encoberto e massas de ar frio.
O mês começou com temperaturas altas. A mais elevada foi registrada em Capanema no dia 1º, às 15h: 34,6°C. Já as menores temperaturas do mês, que também foram as mais baixas de 2026 até então, ocorreram entre 11 e 13 de maio, com geadas na metade sul do Estado e episódios de chuva congelada em General Carneiro. O menor registro foi de -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Nesse mesmo dia, em General Carneiro, a sensação térmica chegou a -7°C, devido aos ventos intensos na região.
A temperatura média ficou mais de 1°C abaixo da média histórica em cidades como Altônia, Antonina, Capanema, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Paranaguá, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Ubiratã e Umuarama. “A persistência de céu encoberto e a ocorrência frequente de chuva nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste reduziram o aquecimento diurno, contribuindo para temperaturas máximas abaixo do esperado para maio. Nas regiões Oeste e Sudoeste, a atuação mais persistente de massas de ar frio também reforçou essa tendência”, explicou Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.
A precipitação em maio teve uma distribuição irregular. Das 45 estações meteorológicas com mais de cinco anos de operação no Simepar, apenas nove indicaram volumes de chuva abaixo da média histórica: Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama. Em contrapartida, 18 estações atingiram a média mensal de chuva já nos dez primeiros dias do mês, incluindo Altônia, Antonina, Cambará, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa e Telêmaco Borba.
Tempestades mais intensas, incluindo granizo, ocorreram nos dias 17, 18 e 26 de maio em diversas cidades do Paraná. “A presença de dois sistemas frontais estacionários contribuiu para chuvas mais frequentes e volumes pluviométricos acima da média histórica nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste. Já no Oeste e Sudoeste, a predominância de massas de ar frio e seco limitou a precipitação e resultou em chuvas e temperaturas máximas abaixo do esperado”, observou Júlia.
No dia 29, um fenômeno meteorológico peculiar ganhou destaque no céu de Cascavel. Nuvens com aparência de “derretidas” foram identificadas como Virga, uma chuva que se forma em nuvens altas (como Altocumulus ou Cumulus), mas evapora antes de atingir o chão devido à presença de ar seco nas camadas inferiores, criando o efeito visual de cortinas no céu.
No fim de semana seguinte, trilhas lineares vistas no céu em várias cidades próximas a Guarapuava foram identificadas como rastros de condensação. Essas nuvens, geradas por gases quentes expelidos pelos motores de aeronaves a grandes altitudes, foram registradas nas imagens de satélite devido ao excesso de umidade em altitudes de cruzeiro.
Volume de chuva registrado em maio de 2026 nas estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação:
Estação: Volume em maio de 2026 / média histórica para maio
- Altônia: 154,2 mm / 70,4 mm
- Antonina: 280,4 mm / 125 mm
- APPA Antonina: 145,6 mm / 113,5 mm
- Apucarana: 130,2 mm / 111,3 mm
- Assis Chateaubriand: 164,6 mm / 139,7 mm
- Capanema: 125,4 mm / 148,8 mm
- Cambará: 189,6 mm / 87,5 mm
- Campo Mourão: 210,2 mm / 107,1 mm
- Cândido de Abreu: 218,4 mm / 122,6 mm
- Cerro Azul: 213 mm / 81 mm
- Cianorte: 169,4 mm / 92,5 mm
- Cornélio Procópio: 220 mm / 92,7 mm
- Curitiba: 154 mm / 88,1 mm
- Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 170,2 mm / 134,3 mm
- Fazenda Rio Grande: 189,4 mm / 74,6 mm
- Irati: 184,6 mm / 106,5 mm
- Cruzeiro do Iguaçu: 105 mm / 168,5 mm
- Foz do Iguaçu: 81,8 mm / 126,2 mm
- Francisco Beltrão: 146,8 mm / 172,7 mm
- Guaíra: 221,6 mm / 122,3 mm
- Guarapuava: 154,2 mm / 128,1 mm
- Guaratuba: 150,6 mm / 147,8 mm
- Jaguariaíva: 216 mm / 94,6 mm
- Lapa: 168,8 mm / 84,3 mm
- Laranjeiras do Sul: 179,2 mm / 148,9 mm
- Loanda: 237,8 mm / 95,8 mm
- Londrina: 271 mm / 106,5 mm
- Maringá: 196 mm / 111,2 mm
- Palmas: 237 mm / 155,4 mm
- Palotina: 165,8 mm / 121,1 mm
- Paranaguá: 130,8 mm / 103 mm
- Paranavaí: 198,6 mm / 100,7 mm
- Pato Branco: 257,6 mm / 164,9 mm
- Pinhais: 130,8 mm / 86,4 mm
- Pinhão: 192 mm / 142 mm
- Ponta Grossa: 236,8 mm / 92 mm
- Guaraqueçaba: 186,8 mm / 173,5 mm
- Santa Helena: 134,6 mm / 145,8 mm
- Santo Antônio da Platina: 78,8 mm / 71,7 mm
- São Miguel do Iguaçu: 138,2 mm / 149,9 mm
- Telêmaco Borba: 265,4 mm / 102,1 mm
- Toledo: 147,2 mm / 164,1 mm
- Ubiratã: 104,8 mm / 112,3 mm
- Umuarama: 95,4 mm / 97,7 mm
- União da Vitória: 173,2 mm / 123,1 mm









