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Mães transformam trajetórias pela educação e inspiram histórias de superação no Paraná

No Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), a Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) destaca histórias de mulheres que encontraram na educação um caminho de transformação pessoal e familiar. São relatos que envolvem recomeços, superação de desafios e o impacto do aprendizado na construção de novas oportunidades.

Entre os exemplos está o de Glicia Mara Moreira, diarista de 40 anos que retomou os estudos após acompanhar o filho, João Lucas Aparecido Moreira, de 15 anos, no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja), em Londrina.

Com uma defasagem escolar de três anos, o adolescente encontrou na instituição um ambiente de adaptação e evolução, o que acabou motivando a mãe a seguir o mesmo caminho.

Glicia havia interrompido os estudos ainda na 7ª série do Ensino Fundamental para trabalhar. Em março deste ano, ela voltou à sala de aula pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), conciliando a rotina de diarista com os estudos presenciais e online. A decisão também foi impulsionada pelo incentivo do filho. “Ele fala: ‘mãe, tem que terminar’. E isso dá força pra gente continuar”, conta.

Hoje, mãe e filho compartilham a experiência de estudar, cada um em sua etapa, fortalecendo a convivência e o incentivo mútuo dentro de casa. Para Glicia, o retorno à sala de aula representa mais do que uma retomada: é a abertura de novas possibilidades profissionais e pessoais.

Outra história destacada é a de Tatiane Cristina Sachs de Meira, professora da rede municipal de Londrina, que acompanhou de perto a trajetória da filha, Thayse Sachs de Meira, de 18 anos, selecionada para o programa de intercâmbio internacional Ganhando o Mundo, da rede estadual.

Fotos: Cebeja / Londrina. Tatiane Cristina Sachs de Meira viveu a maternidade à distância ao acompanhar a filha em um intercâmbio internacional, em uma experiência marcada por desafios e descobertas.

Ao saber da aprovação da filha, que é cadeirante, Tatiane decidiu acompanhá-la na experiência em Auckland, na Nova Zelândia, em 2022. A decisão exigiu afastamento da rotina no Brasil e trouxe desafios pessoais e familiares, mas também resultados positivos.

Segundo ela, a vivência representou amadurecimento e independência para a filha, além de um processo de aprendizado próprio. “Foi um período de muito aprendizado e crescimento pessoal. Como mãe, significou força, confiança e entender que é importante permitir que os filhos vivam suas próprias experiências”, relata.

O impacto da experiência foi tão significativo que, posteriormente, Tatiane também apoiou a participação do filho mais novo no mesmo programa de intercâmbio.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, as histórias refletem o papel transformador do ensino. “Essas mães representam força, dedicação e o compromisso com um futuro melhor para seus filhos e para elas mesmas”, afirmou.

As trajetórias evidenciam como a educação, em diferentes fases da vida, pode abrir caminhos e transformar realidades dentro e fora da sala de aula.

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