A disputa pelas duas cadeiras ao Senado no Paraná continua aberta e fragmentada, com pressão crescente no grupo governista para mudanças estratégicas, enquanto o senador Sérgio Moro (PL) reforça sua liderança na corrida ao governo estadual. De acordo com a pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (13), o desempenho fraco de Guto Silva (PSD) amplia especulações sobre sua substituição como candidato do Palácio Iguaçu. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº PR-06559/2026, abrangeu 56 municípios e ouviu 1.500 eleitores entre os dias 10 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.
Em todos os cenários testados para o governo estadual, Moro aparece à frente. Quando confrontado com Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PDT), Guto Silva, Tony Garcia (DC) e Luiz França (Missão), Moro lidera com 46,0%. Sua vantagem aumenta para 52,5% num cenário que exclui Greca e inclui Requião, Guto, Tony e Luiz. Nos outros cruzamentos, marca 50,9% contra Alexandre Curi (Republicanos) entrando na disputa e 46,8% em cenário apenas com Greca e Requião. Enquanto isso, candidatos do campo governista enfrentam dificuldades. Greca é o candidato governista mais competitivo, alcançando entre 19,7% e 21,4%, enquanto Curi marca 11,7% e Guto Silva varia entre 3,6% e 5,9%.
O grupo do governador Ratinho Junior (PSD) ainda não encontrou um nome de consenso para enfrentar Moro. Segundo fontes, “se mantiver Guto, o governador estará confessando acordo branco com Sérgio Moro”. A falta de unidade tem enfraquecido a base, e Moro se consolida como favorito. Lineu Tomass, aliado político próximo ao governador, acredita que o grupo pode migrar para a campanha de Moro caso a candidatura de Guto não deslanche.
No campo oposicionista, Requião Filho (PDT) é destaque com pontuações que vão de 17,7% a 22,9% dependendo do cenário, mas apresenta queda em relação à rodada anterior. Na rejeição, ele lidera com 33,5%, seguido de Moro, com 21,7%. Na pesquisa espontânea para o governo, muitos eleitores ainda não decidiram: 72,9% não sabem ou não responderam. Moro tem 10,7%, Ratinho Junior aparece com 4,0%, e Requião Filho com 2,6%.
A disputa pelo Senado é ainda mais indefinida. Na pesquisa espontânea, 85,5% dos eleitores não sabem em quem votar. No primeiro cenário estimulado, Álvaro Dias (MDB) lidera com 44,5%, seguido por Deltan Dallagnol (Novo), com 28,2%, Alexandre Curi, com 22,9%, e Gleisi Hoffmann (PT), com 22,5%. Sem Álvaro, os números mudam. Deltan lidera com 30,1%, mas Alexandre Curi encosta com 29,3%. Filipe Barros (PL) soma 25,9%, enquanto Gleisi registra 24,8%.
Contudo, a situação jurídica de Deltan Dallagnol permanece instável. Com registro de candidatura cassado pelo TSE em 2023, juristas apontam que ele está inelegível até 2031. Caso seja impedido de concorrer, seus votos podem migrar para nomes como Filipe Barros ou Alexandre Curi, o que complicaria ainda mais o cenário.
Entre os índices de rejeição ao Senado, Gleisi Hoffmann aparece no topo com 45,9%, enquanto Álvaro Dias tem 13,1%. Cristina Graeml apresenta uma rejeição de 11,7%, Deltan 11,1%, Alexandre Curi 9,5%, Filipe Barros 8,5% e Rosane Ferreira 4,6%. Este saldo reflete a dificuldade de construção de consenso e a intensa polarização da disputa.
A pesquisa evidencia o avanço de Sérgio Moro no cenário estadual, impulsionado pela indecisão do grupo governista, enquanto a disputa ao Senado permanece caótica e sujeita a mudanças bruscas. A incerteza jurídica sobre a situação de Deltan Dallagnol e a fragmentação dos votos no campo governista fortalecem a análise de que, para chegar forte em 2026, candidatos precisam agora construir alianças sólidas e definir estratégias de forma imediata.









