A partir desta quarta-feira (16/04), está autorizada a colheita e comercialização de pinhão em todo o estado do Paraná. A temporada de 2026 iniciou duas semanas mais tarde em comparação ao ano anterior. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a colheita começou no dia 1º de abril. No Paraná, no entanto, o Instituto Água e Terra (IAT) decidiu adiar o início para garantir uma extração sustentável e preservar o ciclo reprodutivo da Araucária.
No território paranaense, é proibida a venda de pinhão oriundo de outros estados. A medida visa assegurar a segurança alimentar, já que o consumo de pinhas verdes e imaturas pode favorecer o surgimento de fungos e mofo devido à alta umidade. Esses fatores comprometem a qualidade do produto e podem representar riscos à saúde.
Com a liberação, o pinhão deve começar a aparecer em mercados, feiras e outros comércios locais. Em Curitiba, a tradicional Feira de Inverno da Praça Osório, um dos principais pontos de venda do produto, tem início previsto para o mês de junho.
A cadeia produtiva do pinhão movimenta cerca de R$ 25 milhões por ano no Paraná. A safra, que começou em abril, vai até junho. Entre as principais cidades produtoras, destacam-se Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%). O pinhão é uma importante fonte de renda para famílias e comunidades que atuam na conservação da araucária, espécie ameaçada de extinção.
A colheita antecipada é prejudicial tanto para o ciclo natural da planta quanto para a economia regional. Além disso, configura crime ambiental, sujeito a multas. Quem descumprir a norma pode ser penalizado com uma multa de R$ 300 para cada 50 quilos de pinhão apreendidos ou fração correspondente.









