CAMPINA GRANDE DO SUL - PREFEITURA
WhatsApp
Facebook
Uso estético de canetas emagrecedoras preocupa especialistas e alerta para descarte correto dos dispositivos

Originalmente desenvolvidos para o controle da diabetes tipo 2, esses fármacos atuam retardando o esvaziamento gástrico e enviando sinais de saciedade ao cérebro. A banalização do uso estético gera preocupação e pode acarretar graves problemas de saúde.

“Esses medicamentos são eficazes, se utilizados sob supervisão, com indicação médica e para a finalidade específica de que foram desenvolvidos. Usar sem critérios pode gerar complicações. Por isso, é muito importante tomar o devido cuidado”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Apesar de popularizadas como canetas emagrecedoras, elas não foram criadas com o propósito específico de emagrecimento, e sim para o tratamento de pacientes considerados pré-diabéticos, ou seja, que apresentam níveis de glicose acima do normal, mas ainda não elevados o suficiente para o diagnóstico de diabetes. O emagrecimento provocado por essas canetas é, na verdade, um efeito colateral. Elas não são distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não se trata de uma droga anorexígena [inibidora de apetite]. A ação no organismo é a sensação de saciedade. A pessoa come uma torrada no café da manhã e no almoço ainda não sente fome, então, esse emagrecimento acaba sendo um efeito secundário”, explicou o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), César Neves.

O uso desse medicamento sem acompanhamento médico, por pessoas que não apresentem sobrepeso ou não estejam pré-diabéticas, pode provocar problemas de saúde, como picos de hipoglicemia. Essa condição é caracterizada pela queda rápida e acentuada dos níveis de açúcar no sangue, causando tremores, tontura, sudorese, fome e confusão mental. Em casos mais graves, é possível chegar à pancreatite, que consiste na inflamação do pâncreas, órgão essencial para a digestão e produção de hormônios.

No Paraná, é possível receber atendimento e tratamento gratuitos para a obesidade na rede pública de saúde. “A orientação é para que a pessoa procure atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS), que é a porta de entrada para o atendimento. Se for um paciente que precise de atenção quanto à obesidade, ele será encaminhado para um médico endocrinologista, que vai solicitar um perfil metabólico e, dentro disso, avaliar qual é o melhor tratamento ou medicamento para esse paciente e fazer o acompanhamento necessário”, afirmou Neves.

Para além do uso indiscriminado e sem acompanhamento médico, outro desafio levantado pela popularização das canetas emagrecedoras é o descarte correto dos dispositivos e agulhas. Diferente de uma cartela de comprimidos comum, os dispositivos têm componentes eletrônicos, plásticos e resíduos biológicos perfurocortantes. Jogar esse material no lixo comum ou no reciclável é um erro grave, pois as agulhas podem transmitir doenças se perfurarem trabalhadores da limpeza urbana ou coletores de recicláveis. Além disso, o medicamento restante no dispositivo pode contaminar o solo e a água.

Para descartar medicamentos injetáveis, seringas e agulhas corretamente, é necessário usar recipientes plásticos rígidos com tampa rosqueada, como uma embalagem de amaciante. Quando o recipiente atingir 2/3 da capacidade, ele deve ser fechado, identificado com a frase “resíduo perfurocortante” e levado até uma UBS, que funciona como ponto de entrega voluntária.

WhatsApp
Facebook

Publicações relacionadas

SIGATEL
Compartilhe
WhatsApp
Facebook