O sistema de abastecimento de água em dez bairros de Campina Grande do Sul opera com capacidade limitada, o que tem levado a Secretaria Municipal de Infraestrutura a reforçar o alerta contra o desperdício. Atendendo localidades como Barragem, Canelinha, Cerne, Divisa, Figueiras I e II, Graciosa, Lagoa Vermelha, Ribeirão Grande e Taquari, a rede municipal depende de poços artesianos e captação superficial com cotas diárias de produção.
Risco de desabastecimento
Diferente dos grandes sistemas urbanos, o abastecimento nestas áreas é planejado para um consumo médio de 150 litros por pessoa ao dia. Atividades consideradas não essenciais, como lavar calçadas, veículos ou encher piscinas, sobrecarregam a rede, causando queda de pressão e falta de água nas residências vizinhas.
A colaboração é considerada crítica, especialmente em regiões que ainda não contam com hidrômetros para medição individual. Para garantir a segurança hídrica, a recomendação é que cada imóvel mantenha uma caixa d’água de pelo menos 500 litros e revise constantemente tubulações para evitar vazamentos.
Fiscalização e multas
O uso irregular da água na cidade deixou de ser apenas uma questão de conscientização e passou a ter implicações legais. Conforme o Decreto nº 2.349/2024 e a Lei Municipal nº 627/2019, o desperdício ou o uso da rede pública para fins comerciais (como lava-cars) pode resultar em:
- Aplicação de multas;
- Corte imediato do fornecimento;
- Medidas administrativas por intervenção não autorizada na rede.
Como colaborar
Além das práticas de reuso e economia doméstica, a população pode atuar na fiscalização. Denúncias de uso irregular ou desperdício podem ser feitas diretamente à Secretaria de Infraestrutura pelo telefone (41) 3162-7310.









