Rascunho automático
WhatsApp
Facebook
Curitiba pode adotar botão do pânico nos postos de saúde para proteger profissionais de agressões

Considerando relatos de violência nas unidades de saúde da capital do Paraná, o vereador Da Costa (União) propôs, na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), a criação da Política de Segurança dos Profissionais em Unidades de Saúde. A iniciativa padroniza medidas preventivas e de resposta rápida, como botão do pânico e dispositivos eletrônicos, câmeras de monitoramento e treinamentos periódicos das equipes, buscando fortalecer a proteção institucional e reduzir riscos aos trabalhadores.

Para Da Costa, a Política de Segurança dos Profissionais em Unidades de Saúde ajudará a prevenir agressões físicas, verbais e psicológicas. A justificativa do autor destaca que “a ausência de mecanismos de prevenção e resposta rápida pode resultar em situações de extremo risco à integridade física e emocional das equipes de saúde”, ressaltando a necessidade de ações estruturadas para conter episódios de violência.

A parte central do projeto de lei são as nove diretrizes da Política de Segurança dos Profissionais em Unidades de Saúde, que preveem, por exemplo, a implementação de Dispositivos de Segurança Preventiva (DSP), incluindo botão de pânico físico em pontos estratégicos e aplicativo de alerta com geolocalização, além da instalação de sistemas de alarme externo para comunicação imediata em situações de risco. As soluções de tecnologia serão integradas à Guarda Municipal e demais órgãos de segurança pública, que terão um protocolo unificado com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre como reagir nos casos de agressão.

Os servidores públicos passarão a ter treinamentos periódicos sobre prevenção e contenção de agressões, com acesso a apoio psicológico. As unidades da SMS receberão câmeras de videomonitoramento nas áreas comuns e sinalização sobre a presença dos dispositivos de segurança e das penalidades em caso de agressão.

O vereador Da Costa contextualiza a proposta com dados nacionais e casos registrados na região. Segundo a justificativa, “em 2024 foram registrados 4.562 boletins de ocorrência envolvendo agressões a médicos em ambientes de saúde”, sendo que “o Paraná ocupa a segunda posição nesse ranking, com 767 casos registrados, sendo Curitiba responsável por 11% dessas ocorrências”. A exposição também menciona episódios registrados nas proximidades, como agressões na UPA Afonso Pena, que evidenciam a vulnerabilidade das equipes.

A justificativa ainda relaciona experiências de outros municípios, como Itajaí (SC), onde a adoção de botões de pânico, rotas de fuga e reforço de segurança decorreu da intensificação das agressões. Para o autor, “é imprescindível que o Município de Curitiba assuma uma postura proativa na proteção desses trabalhadores”, sob pena de aumento do adoecimento físico e mental das equipes e prejuízos à continuidade do atendimento público.

O projeto será analisado pelas comissões temáticas antes de ir a plenário.

WhatsApp
Facebook

Publicações relacionadas

Assembleia MAR 2023
Compartilhe
WhatsApp
Facebook