A nova variante do coronavírus chamada BA.3.2 está sendo monitorada pelas autoridades de saúde internacionais devido ao elevado número de mutações que apresenta. A cepa, apelidada de “Cicada”, foi identificada em 23 países, segundo dados de órgãos de vigilância epidemiológica. Até o momento, não há registro da variante no Brasil.
Classificada como uma linhagem do Sars-CoV-2, a BA.3.2 foi descrita por especialistas como altamente divergente, devido às diferenças genéticas em relação às variantes anteriores. Estudos indicam que essa nova cepa possui de 70 a 75 mutações na proteína spike, estrutura que o vírus utiliza para se ligar às células humanas. Pesquisadores avaliam como essas mutações podem impactar a imunidade previamente adquirida, seja pela vacinação ou por infecções anteriores.
De acordo com autoridades de saúde dos Estados Unidos, a nova variante foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, a partir de uma amostra respiratória. Um aumento significativo nas detecções foi observado em setembro de 2025, chamando atenção global. Até fevereiro de 2026, a BA.3.2 já havia sido registrada em 23 países, embora o Brasil não tenha confirmado nenhum caso.
O monitoramento da variante ocorre por meio de programas de vigilância genômica, que avaliam amostras do vírus para detectar alterações genéticas. Além disso, estratégias como o monitoramento de esgoto e testes voluntários são empregadas para rastrear sua presença em diferentes regiões. Amostras colhidas de viajantes também ajudam a identificar a circulação de novas linhagens do coronavírus mundialmente.
Embora especialistas apontem que não há, até o momento, evidências de que a BA.3.2 cause formas mais graves da doença, sua alta transmissibilidade e capacidade de adaptação geram preocupação. Entre os sintomas relatados estão dor de garganta, tosse, congestão nasal, febre, dor de cabeça e cansaço. Alguns pacientes mencionaram sintomas gastrointestinais, como náusea e diarreia, semelhantes aos registrados em outras variantes recentes.
Pesquisadores enfatizam que, embora as vacinas atuais tenham sido projetadas para variantes anteriores, em especial da linhagem Ômicron, manter o calendário vacinal em dia é essencial para proteger a população, especialmente pessoas vulneráveis, como idosos e pacientes com doenças crônicas. A grande quantidade de mutações da BA.3.2 pode impactar parcialmente a resposta imunológica, mas a vacinação continua sendo uma ferramenta fundamental no combate ao vírus.









