A vacinação continua sendo a principal ferramenta de defesa contra a meningite, doença de rápida manifestação que pode levar a graves complicações. Apesar da alta cobertura vacinal no Paraná e da redução de casos, é imprescindível que as carteirinhas de vacinação das crianças sejam mantidas em dia, garantindo a proteção necessária.
Em 2025, a cobertura da vacina meningocócica C no Paraná alcançou 95,63%, de acordo com dados preliminares. Já em 2026, os números parciais apontam um aumento para 97,9% até março. Somente nos três primeiros meses deste ano, foram aplicadas 62.554 doses em crianças menores de 1 ano e 30.872 doses de reforço em crianças com 1 ano.
O Ministério da Saúde mantém a meta de 95% de cobertura vacinal para as vacinas contra a meningite e outras doenças imunopreveníveis, como sarampo e poliomielite. Esses esforços têm refletido na redução dos casos e óbitos pela doença no Estado. De acordo com os dados das primeiras semanas epidemiológicas (SE 01 a 10) de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, os casos registrados caíram de 233 para 175, uma redução de 24,8%. Já os óbitos tiveram queda de 9 para 5, o que representa uma redução de 44,4%.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressalta a importância da vacinação. “Nosso papel é garantir que a informação e a vacina cheguem a quem precisa. Quando falamos de meningite, estamos falando de uma doença séria, e a prevenção por meio da vacinação precisa ser prioridade para todos nós”, afirmou.
A meningite meningocócica é uma das formas mais severas da doença, podendo evoluir para sepse, com risco de morte e possibilidade de sequelas permanentes. A doença ocorre devido à inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser provocada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos.
O Programa Nacional de Imunização (PNI) oferece, gratuitamente, vacinas que protegem contra diferentes formas de meningite por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina BCG é aplicada logo após o nascimento. As vacinas meningocócicas, como a meningo C e a ACWY, são administradas nos primeiros meses de vida, com reforços na infância e adolescência. A pentavalente é aplicada aos 2, 4 e 6 meses, enquanto a pneumocócica 10 é administrada aos 2 e 4 meses, com reforço no primeiro ano de vida.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que manter a carteira de vacinação infantil atualizada é imprescindível para proteger as crianças e conter a circulação de doenças imunopreveníveis, como a meningite.









