Campina Grande do Sul segue avançando na atração de investimentos e no fortalecimento do setor industrial com a implantação do novo centro logístico do Autoamerica Group, no bairro Campo Fundo. O empreendimento busca modernizar a operação da empresa no Paraná, ampliar sua capacidade de distribuição e gerar empregos na região.
Tendo atuação nacional, o Autoamerica Group está entre os cinco maiores importadores de pneus do Brasil, movimentando mais de 400 mil unidades por mês, além de atuar nos segmentos de estética e reparação automotiva. A nova estrutura será dedicada exclusivamente à operação de pneus, centralizando atividades que hoje estão distribuídas em diferentes armazéns da Região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com o engenheiro civil e fiscal da obra, Rodrigo Honório, o empreendimento foi planejado com foco em expansão e eficiência logística. “O novo complexo conta com 17 mil metros quadrados de área de armazenamento e mais 7 mil metros de mezanino administrativo. No total, são 24 mil metros quadrados de área construída”, explica.

O dimensionamento do espaço levou em consideração não apenas a demanda atual da empresa, mas também sua projeção de crescimento. “Foi feito um estudo junto ao cliente considerando os armazéns já utilizados e uma margem para futuras ampliações de mercado”, destaca o engenheiro.
Centralização logística e ganho operacional
Atualmente, o grupo mantém operações em Colombo, além de galpões locados em cidades como Pinhais e Quatro Barras. Com a implantação do novo centro em Campina Grande do Sul, localizado na Estrada Ginjiro Abe, toda a logística de pneus será centralizada no município. “A proposta é concentrar toda a operação em um único armazém, o que proporciona ganhos significativos em organização, redução de custos e maior agilidade na distribuição”, destaca Rodrigo.

A estrutura terá capacidade estimada para armazenar cerca de 170 mil pneus simultaneamente, com layout projetado para otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias. Parte das áreas administrativas e operacionais também será transferida para o novo complexo, incluindo setores ligados diretamente à operação de pneus, como vendas, produção e marketing.
Geração de empregos e impacto econômico
O empreendimento deve gerar impacto direto na economia local. A previsão é de aproximadamente 350 empregos diretos quando o centro estiver em plena operação — número que representa cerca do dobro do atual quadro funcional da empresa —, além de vagas indiretas ligadas à cadeia logística e de serviços.
A estrutura foi projetada já prevendo a expansão da equipe. “Toda a estrutura foi dimensionada pensando no crescimento da empresa, inclusive as áreas administrativas”, ressalta o engenheiro.
A escolha de Campina Grande do Sul para sediar o investimento está relacionada a fatores estratégicos, como localização e melhorias em infraestrutura. A região recebeu ampliação de rede de energia, abastecimento de água e pavimentação, o que viabilizou a instalação do empreendimento e mostrando o potencial industrial do município.

Engenharia, sustentabilidade e inovação
A obra também se destaca pelas soluções técnicas e ambientais adotadas. Um dos principais desafios foi a movimentação de cerca de 80 mil metros cúbicos de terra, com reaproveitamento quase total do material no próprio terreno, reduzindo impactos ambientais.
Outro ponto relevante é a construção de uma bacia de contenção de cheias, com capacidade ampliada para aproximadamente 500 metros cúbicos. O sistema permite controlar o escoamento da água da chuva, evitando impactos nas áreas de preservação e nas regiões vizinhas. “A ideia é reter a água pluvial e liberar de forma gradual, preservando as nascentes e evitando sobrecarga no sistema natural”, explica Rodrigo.
Além disso, o projeto inclui sistemas de reaproveitamento de água da chuva e prioriza métodos construtivos mais sustentáveis, como o uso de estruturas pré-fabricadas e metálicas, reduzindo resíduos e acelerando a execução da obra.

Cronograma e operação
A previsão é que a operação logística do galpão tenha início entre o fim de julho e o começo de agosto deste ano. Já a conclusão completa do complexo, incluindo o mezanino administrativo, está prevista para o início de 2027.
Para o representante administrativo da Proaço, Adilmo Estival, que também acompanha a execução do projeto e é responsável pela montagem da estrutura, a entrega segue os padrões exigidos pela empresa. “Nosso objetivo é entregar a obra pronta para operação, com todos os sistemas em pleno funcionamento e dentro do planejamento estabelecido pelo cliente”, afirma.
Segundo os responsáveis pelo projeto, mesmo diante de desafios comuns a obras de grande porte, como as condições climáticas e as adequações do terreno, o empreendimento avança como um dos principais investimentos industriais recentes da região. Em termos de estrutura, já figura como o segundo maior do município, ficando atrás apenas do Mega Centro Logístico localizado às margens da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).










