Viajar para o exterior exige um planejamento que vai além da compra de passagens e reserva de hospedagem, incluindo a contratação de um seguro viagem. Um levantamento recente da Coris aponta que o turista que for impedido de entrar no país de destino por não apresentar seguro pode acumular prejuízos superiores a R$ 18 mil.
Seguro viagem é obrigatório em diversos destinos internacionais. Países que integram o Tratado de Schengen, como França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal, exigem a contratação de seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Caso o viajante seja barrado ainda na imigração, o prejuízo financeiro pode ser expressivo.
O cálculo considera valores já pagos com transporte, hospedagem, passeios e possíveis taxas de remarcação. A perda da passagem aérea para destinos europeus, por exemplo, gira em torno de R$ 6 mil, em média. Se houver necessidade de remarcar o voo, as taxas podem chegar a R$ 3 mil, dependendo das regras da companhia aérea.
As despesas com hospedagem representam outro custo significativo. Diárias e reservas não reembolsáveis podem totalizar cerca de R$ 6 mil por semana em cidades turísticas. Já os valores pagos antecipadamente por passeios e ingressos variam entre R$ 500 e R$ 2 mil, e em muitos casos, não há devolução do dinheiro. Além disso, o viajante pode ter custos extras para retornar ao Brasil, como alimentação e transporte, que podem alcançar R$ 1 mil.
Diante do aumento das viagens internacionais e da fiscalização rigorosa nas fronteiras, especialistas recomendam atenção às exigências do país de destino antes do embarque. Garantir que documentos e seguros estejam em dia é fundamental para evitar transtornos e prejuízos financeiros.









