Empinar pipa em locais aleatórios pode gerar riscos, como o contato das linhas com fios de energia, que muitas vezes resultam em acidentes. Além disso, o uso do cerol tem sido motivo de preocupação constante. Em Curitiba, os vereadores irão avaliar um projeto de lei que propõe a criação de “pipódromos”, áreas públicas exclusivas para a prática de soltar pipa.
De autoria do vereador Marcos Vieira (PDT), a proposta visa implementar uma política pública para promover o lazer e a segurança, organizando o uso de espaços urbanos e prevenindo acidentes. O vereador destaca o aumento de incidentes envolvendo cerol no último ano e alerta sobre a necessidade de medidas preventivas: “Se não forem igualmente adotados mecanismos voltados à prevenção, bem como à definição de locais adequados para a soltura de pipas, uma prática esportiva saudável e amplamente difundida entre crianças e jovens, a adoção exclusiva de medidas coercitivas revela-se insuficiente.” Vieira também menciona que cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já regulamentaram o uso de pipódromos.
Conforme o projeto, os pipódromos deverão ser implantados em espaços abertos e desobstruídos, como praças, parques, áreas públicas não utilizadas ou em terrenos viabilizados por convênios ou termos de cooperação. Está prevista a delimitação específica para a prática e a criação de uma faixa de segurança (zona de amortecimento), destinada à circulação de pessoas (005.00026.2026).
Outro ponto do projeto é a localização afastada de áreas de risco, como redes de energia elétrica, vias de tráfego intenso, rodovias, helipontos e aeroportos. O texto ainda determina a instalação de sinalização informativa e educativa nos pipódromos, incluindo orientações de segurança e a proibição expressa do uso de cerol, linha chilena ou qualquer outro material cortante. Quando possível, os espaços também deverão contar com áreas de apoio, como pontos de sombra e descanso.
A proposta estipula que a implantação dos pipódromos ocorra gradativamente, de acordo com a disponibilidade orçamentária. O projeto de lei foi protocolado em 30 de janeiro e será primeiramente avaliado pelas comissões da Câmara Municipal de Curitiba. Caso aprovado em Plenário e sancionado, a legislação entrará em vigor 90 dias após sua publicação oficial.









