A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) solicitou a internação de um dos quatro adolescentes investigados pela agressão ao Cão Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi direcionado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A internação equivale à pena de prisão aplicada a adultos. Após concluir a perícia nos celulares apreendidos, os investigadores aguardam a confirmação de provas já levantadas e a possível descoberta de novos dados que fortaleçam o inquérito.
De acordo com o portal ND Mais, 24 pessoas foram ouvidas durante o processo, e oito adolescentes passaram a ser investigados. Entre as evidências coletadas estão vídeos que mostram as roupas usadas pelo autor no dia do crime. Além disso, os quatro jovens foram identificados como responsáveis por uma tentativa de afogamento de outro cão, chamado Caramelo. Este conseguiu escapar com vida e foi posteriormente adotado pelo delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Os advogados de defesa dos adolescentes, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmaram, em nota, que “os dados divulgados pela Polícia Civil seriam apenas indícios circunstanciais, que não configuram prova concreta nem permitem conclusões definitivas sobre o caso”.
No mesmo dia em que os envolvidos na violência contra o Cão Orelha foram identificados, um dos adolescentes viajou para Orlando, nos Estados Unidos. Ele retornou ao Brasil em 29 de janeiro, ocasião em que foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos no aeroporto de Florianópolis. Segundo a corporação, a investigação seguiu as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do jovem, realizado ao longo daquela semana.
Com o conjunto de indícios e provas reunidas, os procedimentos relacionados aos casos dos cães Orelha e Caramelo foram encerrados e encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise.







